Estudos Bíblicos Grátis

A interpretação bíblica – Século XX

A interpretação bíblica – Século XX

O século XX abriga muitas correntes de interpretação bíblica. O liberalismo deu continuidade a uma boa parcela da abordagem racionalista e mais crítica do século XIX. A ortodoxia adotou uma concepção tanto literal quanto devocional da Bíblia. A neo-ortodoxia diz que a Bíblia toma-se a Palavra de Deus nos encontros existenciais do homem. O bultmannismo adotou uma perspectiva mitológica da Bíblia. O liberalismo, que teve grande influência no século XIX, entrou pelo século XX. Nele, Leia mais…

O jardim do Éden pode ser localizado num mapa?

O jardim do Éden pode ser localizado num mapa?

Gênesis 2.10-14 fornece alguns indícios da localização genérica do Éden, mas pressupõe condições geológicas que não mais existem. Daí se deduz a imprudência de conjecturar a existência de um local mais preciso que as cabeceiras dos rios Tigree Eufrates, nas terras elevadas da Armênia (i.e., as fronteiras orientais da moderna Turquia). O grande rio que sai do Éden subdivide-se no Tigre e no Eufrates e depois em outros dois, mais compridos (o Pisom, que desce até Havilá, ao longo Leia mais…

A interpretação bíblica – Século XIX

A interpretação bíblica – Século XIX

Três elementos do século XIX podem ser examinados: o subjetivismo, a crítica histórica e os trabalhos exegéticos. No movimento que ficou conhecido como subjetivismo, dois nomes se destacam: Friedrich D. E. Schleiermacher (1768-1834) e Soren Kierkegaard (1813-1855). O subjetivismo é a ideia de que o conhecimento é fruto da experiência individual ou de que o bem supremo decorre de uma experiência ou sentimento subjetivo. Schleiermacher rejeitava a autoridade da Bíblia e salientava o papel Leia mais…

O relato da criação em Gênesis 1 e Gênesis 2

O relato da criação em Gênesis 1 e Gênesis 2

Gênesis 2 não apresenta, de modo algum, um relato da criação, mas supõe o término da obra criadora de Deus, conforme narrada no capítulo 1. Os três primeiros versículos de Gênesis 2 simplesmente levam a narrativa do capítulo 1 a uma conclusão lógica e irreversível, usando o mesmo vocabulário e estilo empregado no capítulo anterior. Mostra o trabalho completo da criação e estabelece a santidade especial do sétimo dia como símbolo e memorial da obra criadora de Deus. A seguir, Leia mais…

O Obelisco Negro de Salmaneser III — Retrato de um rei israelita

O Obelisco Negro de Salmaneser III — Retrato de um rei israelita

Uma das mais excitantes descobertas já feitas em arqueologia bíblica foi uma enorme pedra negra extraída de um buraco cavado na antiga cidade assíria de Calah (moderna Ninrode) em 1845. Esta pedra, porém, quase não foi desenterrada. O arqueólogo inglês Henry Layard havia sido aconselhado por seus trabalhadores a desistir e fechar o buraco. Era inverno, o chão estava extremamente frio e duro, e o difícil trabalho de cavar valas para descobrir artefatos havia provado ser inútil. Layard Leia mais…

A interpretação bíblica – O pós-Reforma

A interpretação bíblica – O pós-Reforma

Os 200 anos dos séculos XVII e XVIII caracterizaram-se por vários movimentos e atividades marcantes. Figuram, entre outros, a consolidação e disseminação do calvinismo, as reações ao calvinismo, os estudos textuais e linguísticos e o racionalismo. A consolidação e a difusão do calvinismo A Confissão de Westminster, aprovada pelo parlamento inglês em 1647 e pelo parlamento escocês em 1649, apresentou as doutrinas que norteariam o calvinismo na Inglaterra. A postura da Confissão Leia mais…

A Lei na epístola de  Romanos

A Lei na epístola de Romanos

O termo “lei” (nomos) ocorre mais de 70 vezes nesta epístola, e nem sempre com o mesmo sentido. Na maioria das vezes, significa a lei de Deus numa forma ou noutra, mas há alguns lugares onde o sentido é diferente. Eis os seus principais significados, em ordem ascendente de frequência. 1. O Pentateuco. Quando se nos diz que a justiça de Deus mediante a fé é “testemunhada pela lei e pelos profetas” (3:21), “a lei” significa os primeiros cinco livros do Velho Testamento, como “os profetas” Leia mais…

Os diferentes nomes de Deus em Gênesis 1 e 2  indicam autores diferentes ?

Os diferentes nomes de Deus em Gênesis 1 e 2 indicam autores diferentes ?

É verdade que ao longo dos 31 versículos de Gênesis 1 o único termo que se usa em referência a Deus é Elohim, e o nome que indica a pessoa do Senhor, i.e., Iavé, torna-se predominante no capítulo 2. Entretanto, essa distinção de vocábulos não demonstra evidência sólida de haver autores diferentes. Tal teoria foi primeiramente sustentada pelo médico francês Jean Astruc, nos idos de 1753. Achava ele que Gênesis 1 teria sido tirado de alguma fonte literária primitiva, produzida por Leia mais…

Escavações que fotografaram o passado

Escavações que fotografaram o passado

Antes que as escavações arqueológicas revelassem o mundo da Bíblia, ninguém tinha ideia de como se pareciam as pessoas descritas em suas páginas. Todavia, quando as descobertas começaram a ser reveladas, entre elas estavam estátuas, desenhos e pinturas que davam um “quadro” do tipo de pessoas que viveram durante os tempos bíblicos. Ainda mais incrível foi que os arqueólogos encontraram “figuras” das mesmas pessoas mencionadas na Bíblia. Entre elas, estavam as estátuas de faraós Leia mais…

A autoria do livro de Gênesis

A autoria do livro de Gênesis

Embora o Novo Testamento fale do Pentateuco em geral como “Moisés” ou “livro” ou “lei” de Moisés, em parte alguma indica especificamente o livro de Gênesis com esses termos. Por seu turno, o Pentateuco fala da decisiva participação de Moisés em sua produção, desde os seus primeiros registros da maldição lançada sobre Amaleque (Êx 17:14) e do livro da aliança do Sinai (Êx 24:3-7), até à escrita e preservação de sua final exposição da lei (Dt 31:24-26). Sob Deus, o cerne Leia mais…

A interpretação bíblica – Idade Média

A interpretação bíblica – Idade Média

“A Idade Média foi um deserto vasto no tocante à interpretação bíblica.” “Não houve concepções novas e criativas acerca das Escrituras.” A tradição da igreja ocupava lugar de relevo, juntamente com a alegorização das Escrituras. Na Idade Média, era comum o emprego de encadeamentos — cadeias de interpretações formadas a partir dos comentários dos pais da igreja. A maior parte dos encadeamentos medievais estava baseada nos pais latinos Ambrósio, Hilário, Agostinho e Jerônimo. Leia mais…

Os gêneros dos Evangelhos e do livro de Atos

Os gêneros dos Evangelhos e do livro de Atos

Tudo o que dissemos, até agora, pressupõe que os quatro evangelistas pensaram estar escrevendo história e biografia relativamente diretas. Isto é, certamente o que os Evangelhos e o livro de Atos parecem estar apresentando, e é a maneira dominante como os leitores interpretaram estas obras ao longo da História da Igreja. Mas será correta essa pressuposição? Na literatura do mundo mediterrâneo antigo, quais são os paralelos mais próximos a estes documentos, e o que podemos aprender das Leia mais…