O Conteúdo do Livro do Êxodo

O livro de Êxodo deriva o seu nome em português não do titulo hebraico (que é simplesmente “ Estes são os nomes” , tirado das primeiras palavras do livro), mas da Septuaginta, a tradução grega do Velho Testamento, feita no Egito no século III antes de Cristo. No entanto, apesar de ser um título recente, é bem apropriado, pois o êxodo ou a saída do povo de Deus é a mensagem central do livro. Êxodo começa com o povo de Israel na condição de escravos indefesos na terra do Egito; apresenta Deus preparando um libertador de maneira discreta, e o seu confronto com Faraó. Segue-se então o violento choque entre o Deus de Israel e os falsos deuses do Egito, quando as pragas se sucedem contra um Faraó obstinado e o Egito que ele domina. O capítulo 12 nos traz a festa da Páscoa, com a morte dos primogênitos do Egito; Israel finalmente parte em liberdade.

Este é um dos pontos culminantes do livro, continuando com a travessia do Mar Vermelho e o afogamento do exército de Faraó em suas ondas. O cântico triunfal de Moisés no capítulo 15, celebrando os atos redentores de Deus, é um clímax apropriado para os acontecimentos passados, bem como a transição para os que se seguem. Todavia, isso é apenas metade da história. Como prova de que havia sido redimido, Israel tinha ainda de adorar a Deus no mesmo Monte Sinai em que Moisés, o libertador, recebera sua chamada inicial (3:12). Assim sendo, Israel marcha pelo deserto, dando sequência a seu êxodo, a sua separação da velha vida. O povo precisará de água, alimento, proteção e orientação. Tudo isso Deus lhe dará, mas desde o princípio Israel demonstra claramente sua natureza através de murmurações e rebeliões incessantes.

Finalmente, reunido na planície fronteira ao Sinai, em meio a trovões e relâmpagos, o povo ouve a voz de Deus e treme de medo. Lá a aliança é firmada (24:8); lá nasce Israel como nação. Este é o segundo ponto culminante do livro, não apenas na consumação da aliança, mas também na doação da “lei da aliança” que a acompanha. Resumida nos Dez Mandamentos (20), ampliada no “livro da aliança” (21-23), a própria natureza de Deus é expressa em termos morais e as exigências decorrentes são apresentadas a Israel. Escapar dos velhos hábitos será ainda mais difícil que escapar da velha terra, mas pelo menos o caminho certo está bem delineado. Um terceiro ponto culminante ainda está por aparecer, no entanto. Nos capítulos subsequentes, cuidadosa e amorosamente, cada detalhe cheio de rico significado simbólico, vem esboçada a estrutura que futuros tradutores haveriam de denominar “ o tabernáculo” , com toda a sua mobília (25-31).

Deus há de habitar entre os homens; uma tenda apropriada para Sua habitação deve ser construída, mas, por enquanto, temos apenas uma planta sacerdotal, simples instruções para uma construção posterior, como no livro de Ezequiel (40-43). Antes que se chegue ao terceiro ponto culminante, todavia, surge um vale. Com Moisés ainda no ápice de sua experiência na montanha, falando face a face com Deus, Israel atinge seu ponto mais baixo, fazendo e adorando o bezerro de ouro (32). O que aconteceu à sua gloriosa aliança? Quebrada em pedaços, junto às tábuas de pedra ao pé do monte? Estaria à nova relação com Deus perdida para sempre? Não! Aconteceu a intercessão de Moisés e o perdão de Deus, embora também houvesse punição severa na qual Levi, por sua fidelidade, conquistou seu direito de ser a tribo sacerdotal.

Assim, é preciso haver uma reiteração da aliança; passo a passo, os mesmos estágios são reencenados, com um amor sacerdotal pela repetição (34-39). Estes capítulos contêm a descrição da construção do tabernáculo; meticulosamente, os artífices cumpriram cada detalhe das instruções previamente dadas por Deus a Moisés no topo do monte. Finalmente tudo está pronto: o capítulo final contém o relato da dedicação do Tabernáculo, e a presença de Deus entre os homens (40). Ê a isto que, num sentido, todo o resto do livro conduziu: este é o verdadeiro clímax do livro de Êxodo.

Fonte: Livro: ÊXODO – Introdução e Comentário – SÉRIE CULTURA BÍBLICA

Autor: R. Alan Cole

Pags: 11-13


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