0 cântico de Zacarias

0 cântico de Zacarias

Estudo do Livro de Lucas 1:67-80 A grande alegria de Zacarias transborda num cântico inspirado (chamado o Benedictus, conforme sua primeira palavra em Latim). Pode ser dividido em quatro estrofes: Ações de graças pelo Messias (68-70), a grande libertação (71-75), a posição de João (76, 77), e a salvação messiânica (78, 79). Farrar fala deste cântico como sendo “a última Profecia da Antiga Dispensação, e a primeira da Nova.” Alguns veem o cântico como sendo primariamente político, enfatizando a conquista dos inimigos de Israel (71, 74), e acrescentam que um cristão no fim do século não teria composto um poema tão judaico. Podemos concordar que há uma mente judaica, mas não deve ser olvidado que a libertação dos inimigos está especificamente relacionado com o servir a Deus (74). O cântico é religioso mais do que político. 67. As palavras de Zacarias devem ser entendidas como resultado da vinda do Espírito Santo sobre ele. São palavras de profecia, palavras que expressam a revelação de Deus. 68-70. Bendito seja o Senhor Deus era uma maneira comum de introduzir ações de graças (cf. Sl 41:13; 72:18; 106:48). O cântico de Zacarias, portanto, é de ações de graças. Fala primeiramente que Deus visitou (um modo de falar comum no Antigo Testamento, mas somente em Lucas e Hb 2:6 no Novo) e redimiu (i.é, salvou com certo custo; cf. Melinsky, “ libertar’ com um preço alto”). No original, “chifre” era um símbolo de força (como o chifre do boi), de modo que “chifre de salvação” significa plena e poderosa salvação, ou “um poderoso Salvador” (Moffatt). A referência à casa de Davi, seu servo demonstra que Zacarias está cantando acerca do Messias (cf. Sl 132:17). Revela, incidentalmente, que Maria provavelmente tivesse conexões davídicas, pois nesta ocasião Zacarias não poderia ter sabido se José se casaria com ela ou não. A referência aos santos profetas ressalta o propósito divino. Deus está colocando em operação um plano, pensamento este que é ressaltado ainda mais nas referências à Sua misericórdia pelos pais, à santa aliança e ao juramento a Abraão (72-73). 71-75. A salvação que o Messias trará é referida primeiramente como libertação (71), depois, como misericórdia dos pais (não somente dos vivos; cf, v. 17), e depois, em termos da aliança. Há várias alianças no Antigo Testamento, mas aquela com Abraão destaca-se. O juramento era uma parte relevante de qualquer aliança, e aqui é ressaltado. Deus não voltará atrás naquilo que jurou. A aliança com Abraão será levada à sua consumação. Há um alvo religioso por detrás da libertação dos inimigos. É a fim de que o povo de Deus possa adorá-lo sem temor. Servirá a Ele em santidade (pertencerá a Deus), e justiça (viverá como deve viver o povo de Deus). 76, 77. Poderíamos ter esperado que o cântico de Zacarias dissesse respeito ao seu menino recém-nascido. Surpreendeu-nos ao começar com o Messias que Deus estava para enviar. Mas estava muito contente a respeito de João, e nesta parte do cântico profetiza o futuro da criança. Dirige-se Continue lendo

As parábolas de Balaão

As parábolas de Balaão

Esse texto está em (Nm 22; 23:7,18; 24:3,15,20-23) Seis das dezoito ocorrências da palavra “parábola” no AT estão associados aos pronunciamentos de Balaão. George H. Lang comenta que “as declarações proféticas de Balaão são chamadas parábolas. São assim chamadas porque os projetos e os fatos ligados a Israel são apresentados por meio de comparações, compostas na maioria de elementos não-humanos”. Por estranho que pareça, as parábolas proféticas desse insignificante profeta estão entre as mais inconfundíveis e admiráveis do AT. Todas elas “dão testemunho do chamado de Israel para ser o povo escolhido de Jeová,” diz Fairbairn, “e das bênçãos que estavam reservadas para esse povo, as quais nenhum encantamento, força adversa ou maldição poderia tirar; também dão testemunho da Estrela que despontaria de Jacó e da destruição de todos os que a ela se opusessem”. Qual era o passado de Balaão, de Petor, e como veio a conhecer Balaque? Balaão praticava a adivinhação, que compreendia a leviandade e o engano tão comuns nos países idolatras. O fato de ser ganancioso fica claro quando ele declara que “o preço dos encantamentos ” estava nas suas mãos e nas dos seus cúmplices. Balaão “amou o prêmio da injustiça”. Foi esse homem que Balaque procurou para receber informações. Os israelitas, seguindo viagem rumo a Canaã, armaram suas tendas nas regiões férteis da Arábia. Alarmados com o número e com a coragem dos hebreus, que haviam recentemente derrotado o rei Ogue, de Basã, os moabitas temeram tornar-se a próxima presa. Balaque, então, foi até os midianitas, seus vizinhos, e consultou os seus anciãos, mas as informações que recebeu eram de grande destruição. Esse caso, em que Deus faz uso de um falso profeta para proferir parábolas divinamente inspiradas — prova inequívoca do seu amor e dos seus desígnios para o seu povo—, mostra que o Senhor, se necessário, lança mão do melhor instrumento que puder encontrar, ainda que esse instrumento contrarie a sua natureza divina. Deus disse a Balaão: “Vai com esses, mas fala somente o que eu te mandar”. Ao encontrar Balaque, Balaão, já orientado por Deus, disse: “Porventura poderei eu agora falar alguma coisa? A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei”. Quando censurado por Balaque, rei de Moabe, por ter abençoado Israel, Balaão respondeu: “Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoou? E como denunciarei a quem o Senhor não denunciou? […] Porventura não terei cuidado de falar o que o Senhor pôs na minha boca?”. Então, compelido a declarar o que teria alegremente omitido, Balaão irrompe num rompante de poesia parabólica e prediz a bênção indiscutível do povo para cuja maldição fora contratado. Suas parábolas são de fácil identificação. Na primeira, o pensamento principal é a separação para Deus, a fim de cumprir os seus desígnios: “Vejo um povo que habitará à parte, e entre as nações não será contado” (Nm 23:9). Essa escolha divina de Israel era a base das reivindicações de Deus sobre o povo e a razão de todos os ritos e instituições singulares que ele Continue lendo

Panorama Bíblico da epístola de Tiago

Panorama Bíblico da epístola de Tiago

I – Introdução A primeira menção nominal à epístola de Tiago aparece no início do terceiro século. Entre os primeiros textos cristãos não-canônicos, o Pastor de Hermas é o que mais apresenta paralelos com Tiago, encontra-se vários temas característicos de Tiago; estímulos à oração com fé. Entre o quarto e quinto século a influência de Jerônimo foi importante na aceitação final pela igreja da epístola de Tiago. Em um documento que devia possuir uma certa importância, Jerônimo identificou o autor como o “irmão” do Senhor. Por volta desta época, Agostinho acrescentou a força de sua autoridade e nenhuma outra dúvida foi levantada até o período da Reforma. Assim Tiago passou a ser reconhecida como canônica em todos os segmentos da igreja primitiva. Mas é importante enfatizar que Tiago não foi rejeitada, mas negligenciada. Como se explica tal negligência? Pode ter sido a incerteza da origem apostólica do livro, uma vez que o autor se identifica apenas pelo nome de Tiago. Outro fator pode ter sido o caráter tradicional do ensino de Tiago, contendo pouca doutrina, portanto pouco combustível para os ardentes debates teológicos na igreja primitiva Talvez, a natureza e o destino da epístola. A epístola tem forte orientação judaica, e provavelmente foi escrita para os judeus. II – Autoria O autor da carta simplesmente se identifica como “TIAGO” Quem é este indivíduo ? Sabemos que no Novo Testamento há pelo menos três pessoas com esse nome no Novo Testamento: Tiago, filho de Zebedeu; Tiago, filho de Alfeu; e Tiago, irmão de nosso Senhor Jesus Cristo. Embora as escrituras não sejam precisas sobre esta questão, a maioria dos eruditos concorda em identificar o autor desta epístola com Tiago, irmão de Jesus. Tiago filho de Zebedeu foi morto por Herodes (Atos 12:2). Tiago filho de Alfeu só vem mencionado na lista dos apóstolos e talvez Mar. 15:40 se refere a ele. Resta o Tiago; irmão do Senhor, homem que ocupava uma posição de grande autoridade na igreja em Jerusalém, presidindo as assembléia e pronunciando palavras de autoridades. O tom de autoridade desta epístola condiz bem com a posição de primazia atribuída a ele. (Atos 15: 6 – 29; 21: 18) Ficamos, então, com Tiago, o irmão do Senhor, como o mais provável autor desta epístola. III – Autor Forte antagonista do Senhor, durante seu ministério terreno. João 7:5 Tiago veio a se converter após a ressurreição de Cristo, (I Cor.15:7) em um encontro especial, com Cristo já ressuscitado. Tornou-se Bispo da igreja em Jerusalém (Atos 15:13) e foi reconhecido como superior até mesmo pelos apóstolos. Atos 12:17. Tinha grande preocupação com os Judeus (Tiago 1:1) e dava apoio a evangelização dos gentios. Atos 15:19 O Apóstolo Paulo aconselhava-se com Tiago. Atos 21:18 Diz-se que orava intensamente. Foi assassinado pelos Judeus no ano 62 A.D. IV – Data Sendo Tiago, o irmão do Senhor, quem escreveu a carta, conforme argumentos, ela deve ser datada em algum tempo antes de 62 AD. Ano em que Tiago foi martirizado. Algumas autoridades apresentam argumentos na Continue lendo

O PERÍODO GREGO (331-167 a.C.)

O PERÍODO GREGO (331-167 a.C.)

Em 336 a.C., quando Jadua era o sumo sacerdote, Filipe II da Macedônia foi assassinado quando fazia planos para invadir a Pérsia. Seu filho, Alexandre, sucedeu-o com a idade de 20 anos. Ele uniu toda a Macedônia e a Grécia e, em 334 a.C., atravessou o Helesponto, para libertar as colônias gregas da Ásia Menor. Com apenas 35.000 homens, Alexandre derrotou três generais de Dario III, em Granico, em 334 a.C., após passar uma noite sem dormir e ter tido uma visão de um ancião, que o aconselhava a continuar sua luta contra os persas. No ano seguinte, 333 a.C., Alexandre outra vez derrotou um grande exército em Issus. Somente após esta vitória Alexandre se pôs a sonhar com a conquista do mundo. Atravessando ele os montes Tauros, distrito após distrito caiu diante do exército grego. Josefo tem uma interessante história do encontro de Alexandre com Jadua. Alexandre disse que Jadua era o homem do sonho. Por esta razão, os judeus foram tratados com respeito e obtiveram muitas das mesmas vantagens dos gregos. Parece que Manassés também recebeu a aprovação de Alexandre na construção do templo no monte Gerizim. Foi a política de Alexandre fazer amigos dos conquistados sempre, quando e onde possível. Depois de conquistar o Egito, Alexandre partiu para o leste, contra Dario. Em Guagámela (Arbela), em 4 de outubro de 331 a.C., Alexandre derrotou o exército inteiro dos persas e Dario III foi morto (provavelmente por um de seus próprios homens). Alexandre quis ir mais para o leste, mas seus generais e exército recusaram-se a cruzar o rio Indo. Estabelecendo-se na Babilônia, Alexandre organizou seu império em satrápias. Cada uma destas era uma colônia de gregos, geralmente constituídade seus soldados. Através deste tipo de colonização e inter-relação com os nativos, a cultura e a língua gregas começaram a espalhar-se através do Império.  Alexandre morreu em 323 a.C., com a idade de 32 anos. Sua maior consecução não é considerada ser seu gênio militar (por grande que fosse). Ele é lembrado principalmente por sua qualidade de estadista. Ele é responsável pela fusão do Ocidente com o Oriente. Derrubando a parede que estava entre o Oriente e o Ocidente, ele foi capaz de abrir as portas do comércio. Através da propagação do idioma grego, a língua franca, o mundo capacitou-se para a comunicação. A cultura grega quebrou as barreiras raciais, sociais e nacionais. A miscigenação das raças estimulou um espírito de cosmopolitanismo, um sincretismo religioso e um interesse no indivíduo. A duradoura contribuição de Alexandre para a civilização mundial dificilmente pode ser sobrestimada ou imaginada. 1.   Os Ptolomeus e o Egito (321-198 a.C.) — Depois da morte de Alexandre, o Império caiu nas mãos de seis de seus generais. Laomedon tomou posse da Síria, Ptolomeu Lagus (Soter) recebeu o Egito, e a Babilônia caiu nas mãos de Seleuco. Os outros três tinham a ver com os judeus. Dentro de dois anos, Ptolomeu e Seleuco derrotaram Laomedon, e os dois generais dividiram o território da Síria. A Palestina ficou sob Continue lendo

Evidências da inspiração da Bíblia

Evidências da inspiração da Bíblia

A palavra inspiração significa “soprado por Deus”, ou seja, “que passou pelo hálito de Deus”. É o processo mediante o qual as Escrituras, a saber, os escritos sagrados, foram revestidos de autoridade divina no que concerne à doutrina e à prática (2Tm 3.16,17). Esse revestimento divino foi dado aos escritos, não aos escritores. No entanto, estes foram movidos pelo Espírito para escreverem suas mensagens vindas de Deus. Por Uso, a inspiração, quando vista como processo total, é fenômeno sobrenatural ocorrido quando escritores movidos pelo Espírito registraram para escreverem suas mensagens sopradas por Deus. Existem três elementos nesse processo total de inspiração: a causa divina, a mediação profética e a resultante autoridade de que se reveste o documento (v. caps. 1 e 2). Os três elementos da inspiração O primeiro elemento da inspiração é a sua causa: Deus, que a origina. Deus é a Força Primordial que moveu profetas e apóstolos a escrever. A motivação primária por trás dos escritos inspirados é o desejo de Deus de comunicar-se com o ser humano. O segundo fator é a mediação humana. A Palavra de Deus nos veio por meio de homens de Deus. Deus faz uso da pessoa humana como instrumento para transmitir sua mensagem. Por último, a mensagem profética escrita foi revestida de autoridade divina. As palavras dos profetas são a Palavra de Deus. As características dos escritos inspirados A primeira característica da inspiração fica implícita no fato de que se trata de escrito inspirado, ou seja, é inspiração verbal. As próprias palavras dos profetas foram dadas por, Deus mesmo, não ditadas, mas pelo emprego do vocabulário e do estilo dos próprios profetas, dirigidos pelo Espírito. A inspiração afirma ainda ser plenária (total, completa). Nenhum trecho das Escrituras foge ao alcance da inspiração divina. Assim escreveu Paulo: “Toda Escritura é divinamente inspirada”. Além disso, a inspiração implica a inerrância dos ensinos dos documentos originais (chamados autógrafos). Tudo quanto Deus proferiu é verdadeiro e isento de erro, e a Bíblia é tida como enunciação de Deus. Por fim, a inspiração resulta na autoridade divina de que se revestem as Escrituras. O ensino da Bíblia se impõe ao crente no que tange à sua fé e prática. A reivindicação da Bíblia quanto à sua inspiração A inspiração não é algo que meramente os cristãos atribuam à Bíblia; é reivindicação que a própria Bíblia faz a respeito de si mesma. Há praticamente centenas de referências no texto da Bíblia que afirmam sua origem divina (v. caps. 3 e 4). A reivindicação da inspiração do Antigo Testamento O Antigo Testamento afirma ser um documento com mensagem profética. A expressão muito comum “assim diz o Senhor” enche suas páginas. Os falsos profetas e suas obras foram excluídos da casa do Senhor. As profecias que comprovadamente provinham de Deus foram preservadas em lugar especial, sagrado. Essa coleção de escritos sagrados que ia aumentando foi reconhecida e muito citada como Palavra de Deus. Jesus e os autores do Novo Testamento tinham esses escritos na mais conta; para eles, não Continue lendo

Parábola da cabeça e da barba rapada

Parábola da cabeça e da barba rapada

Essa texto está em Ez 5:1-17 O amplo emprego que o profeta faz das ações parabólicas exige nossa cuidadosa atenção. Nenhum outro autor recorreu com tanta frequencia ao método parabólico de instrução quanto Ezequiel. Intimamente relacionado com o capítulo anterior, esse que agora passamos a estudar intensifica, com novos símbolos, a denúncia de condenação contra os judeus. Juízos mais severos que as aflições do Egito viriam sobre o povo por causa de seus pecados.A “faca afiada […] como navalha de barbeiro” significa qualquer instrumento cortante, como a espada, por exemplo, e é usada como símbolo das armas do inimigo (Is 7:20). Uma espada, então, afiada como navalha de barbeiro, devia ser usada para rapar o cabelo e a barba do profeta. Sendo ele representante dos judeus, a espada deveria ser passada sobre a “cabeça” dele, servindo de sinal do tratamento severo e humilhante, sobretudo para um sacerdote (2 Sm 10:4,5). Sendo os cabelos sinal de consagração, os sacerdotes eram expressamente proibidos pela lei de rapar tanto o cabelo como a barba (Lv 21:5). Rapá-los representaria o mais desolador castigo. Os cabelos que tinham sido cortados deveriam ser pesados e divididos em três partes. A primeira seria queimada no meio da cidade no fim do cerco, a segunda seria ferida pela espada ao redor da cidade e a terceira seria espalhada ao vento. Por fim Ezequiel apresenta o sentido da parábola: uma terça parte do povo morreria de peste no meio da cidade, outra terça parte cairia à espada e a última terça parte seria espalhada ao vento. Isso aconteceu aos remanescentes. Uns poucos fios de cabelo deveriam ser recolhidos e atados nas abas das vestes do profeta, sendo o restante atirado ao fogo. Os poucos que escaparam aos severos juízos não se salvaram da prova de fogo??? (Jr 41:12; 44:14). Em dias melhores, Deus assegurara ao seu povo que os cabelos da cabeça seriam contados, prova do cuidado e da provisão divina. Agora, arrancadas de Deus e separadas de sua presença, as cabeças rapadas anunciavam o afastamento da bondade e da proteção divina. Resumindo as ações simbólicas desse capítulo e do anterior, The biblical expositor [O comentarista bíblico] afirma que essas ações devem ter atraído um círculo de curiosos espectadores, a quem Ezequiel explicou o que significavam: “Não foi Babilônia nem a sua queda que retratou, mas os juízos muito merecidos e irrevogáveis sobre a ímpia Jerusalém. Em vez de ser o centro de onde a salvação irradiaria para as nações, ela excedeu os gentios na perversidade. Assim, Deus não mais a pouparia, nem teria compaixão dela. Sua punição seria severa por ter pisoteado os grandes dons da graça de Deus”. Fonte Consultada: Todas as parábolas da Bíblia – Uma análise detalhada de todas as parábolas das Escrituras Herbert Lockyer – Editora Vida CURSO AVANÇADO DO LIVRO DE GÊNESIS Quer descobrir os os SEGREDOS contidos no Livro de GÊNESIS?Para isso você precisa também CONHECER as ESCRITURAS na ótica do JUDAÍSMO. Aprenda ainda mais do livro da criação do mundo e Continue lendo

Parábola do vestido velho e dos odres velhos

Parábola do vestido velho e dos odres velhos

Essa texto está em Mt 9:16,17 Falando com as mesmas pessoas, referindo-se aos mesmos religiosos, com cuja política não simpatizava, Jesus usou as figuras do vestido e dos odres remendados para realçar seu ensino sobre a natureza do rei­no. “Aos contrários à alegria dos seus discípulos, Jesus respondeu que a verdadeira alegria era inevitável enquanto estivesse com eles; e que todo o sistema que ele estava crian­do não era algo saturado de coisas velhas, mas totalmente novo.” Ellicott acredita que há íntima rela­ção entre essa parábola ilustrativa e a anterior: “A festa nupcial sugere a ideia das vestes nupciais e do vi­nho, que pertenciam ao seu regozi­jo. Podemos ainda ir um passo além e acreditar que mesmo os vestidos dos que se sentaram para comer na casa de Mateus, originários das clas­ses humildes e menos favorecidas, tornam a ilustração mais palpável e vivida. Como poderiam aquelas ves­tes desgastadas ser adequadas aos convidados do casamento? Seria su­ficiente costurar pedaços de tecido novo onde o velho vestido estava ras­gado? Não é assim, ele responde; não é assim, ele responde de novo, quan­do implicitamente representa o rei que deu a festa e forneceu a roupa adequada” (Mt 22:2). Os odres de que Jesus falou eram de pele ou couro de animais, feitos em diversos moldes e utilizados como garrafas. Ninguém pensaria em por vinho novo num odre velho que já perdeu a elasticidade. “Esse vinho certamente se fermentaria e arre­bentaria qualquer odre, quer novo, quer velho. O vinho não fermentado deve ser posto em odres novos.’ Quando se completa a fermentação, o vinho pode ser colocado em qual­quer odre, novo ou velho, sem dani­ficar o odre ou o conteúdo.” Resseca­dos pelo tempo e propensos a ruptu­ras, os odres velhos não suportari­am a pressão da fermentação do vi­nho. Desse modo, exigia odres novos. Não é difícil buscar a interpreta­ção dessa parte da parábola. Cristo praticamente anula a antiga lei levítica e oferece o decreto da nova liberdade. Forçar os seus novos en­sinos sobre fórmulas antigas traria decomposição e ruína. Tomar as suas verdades e procurar colocá-las em qualquer outro formato diferente dos seus, seria como estragá-las como um vinho não fermentado. A nova energia e dons do Espírito, dados no dia de Pentecostes, são comparados ao vinho novo (At 2:13). Os antigos fariseus, contudo, persistiam, pois achavam que o velho vinho da lei era melhor (Lc 5:39). O mesmo princípio se aplica ao costurar tecido novo em vestidos ve­lhos e desgastados. Remendar é algo comum, como toda mãe sabe. Mas aqui não se aplica ao modo normal de consertar uma vestimenta. A ve­lha roupa da nossa vida, pecadora e egoísta, não pode ser remendada. Cristo exclui qualquer obra reparadora. Precisa haver regeneração, ou a produção de uma nova roupa ou criatura. Por “pano novo” devemos entender um pedaço de tecido não encolhido, que não passou por inúme­ras lavagens. Refere-se a uma roupa nova, limpa e não amarrotada. Esse pedaço de pano não serve de remen­do ao vestido usado, pois, no primei­ro esforço, rasgaria o Continue lendo

Parábola do médico e do noivo

Parábola do médico e do noivo

Essa texto está em Mt 9:10-15 Há uma relação vital entre a pergunta dos fariseus —”Por que o vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?”— e a dos discípulos de João —”Por que nós e os fariseus jejuamos, mas os teus discípulos não jejuam?”. Há uma convivência com pecadores que os confirma em seus pecados —e deve ser evitada. Há também a convivência com pecadores que os tira dos seus pecados —é esse o convívio aludido aqui que deve ser apreciado. Um íntimo caminhar com Deus resultaria em andar com os pecadores, a fim de ganhá-los para Deus.O fracasso da multiplicação das regras farisaicas era que quanto mais aumentavam, mais crescia o número dos que as negligenciavam, e aumentava a separação entre eles e os seus mais íntimos irmãos. Uma regra rigorosa não era apenas a de deixar de comer com eles, mas nem mesmo comprar daqueles que desprezavam as tradições. Mas Jesus quebrou todas essas normas comendo com os desprezados coletores de impostos e pecadores. A grande festa de Mateus, da qual Jesus participava, sem dúvida era uma recepção de despedida dos velhos amigos e vizinhos, antes que ele assumisse o seu chamado como discípulo de Cristo. Como os publicanos eram tratados com desprezo e considerados pecadores, jamais os fariseus pensariam entrar na casa desses transgressores. Chocados, os fariseus perguntaram aos discípulos: “Por que come o vosso mestre com cobradores de impostos e pecadores?”. Jesus respondeu com uma joia do gênero: “Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes”. Lucas, por ser médico, dá um toque mais profissional à resposta do Mestre: “… os que estão com saúde…” (Lc 5:31).Essa não foi a primeira vez que Jesus se referiu à sua obra redentora como o grande médico (Lc 4:23). Aqui repreende os polêmicos fariseus, lembrando-lhes que as exigências por “misericórdia” eram mais elevadas que as das leis cerimoniais. Sarcasticamente, disse aos fariseus que não viera chamar os “justos” (como se achavam), mas os pecadores ao arrependimento. Os fariseus julgavam-se sãos; por isso, a missão de Cristo não era para eles. Como médico, seu lugar era junto aos necessitados. Porventura milhares de almas oprimidas e aflitas por causa do pecado não acharam consolo nas inigualáveis palavras de Cristo? Os “justos”, como aqueles miseráveis fariseus, satisfeitos com sua religiosidade, foram “embora vazios”.Mas Jesus não foi censurado apenas pelos separatistas fariseus. Os discípulos de João também estavam perturbados com a associação dele com os pecadores. (João Batista, o austero apóstolo do deserto, evitava comer e beber em festas.) Os seus seguidores, talvez influenciados pelos fariseus, perguntaram a Jesus: “Por que nós e os fariseus jejuamos, mas os teus discípulos não jejuam?”. Assim, o Mestre foi questionado por contrariar a maneira convencional de agir.Ellicott observa que os seguidores de João Batista continuaram, durante o ministério de Cristo, a formar um corpo separado (Mt 11:2; 14:12). Obedeciam às regras ditadas por João, mais ou menos nos padrões dos fariseus. Mas não eram tão hipócritas quanto os fariseus; e não Continue lendo

Parábola da pedra de moinho e da ovelha perdida

Parábola da pedra de moinho e da ovelha perdida

Essa texto está em Mt 18:1-14 As ilustrações da pedra de moinho, a de amputar um membro do corpo, a de arrancar fora um olho e a das ovelhas extraviadas ocorrem na narrativa sobre a resposta de nosso Senhor à pergunta dos discípulos sobre quem era o maior no reino. Esse capítulo poderia muito bem ser chamado “O Texto da Criança“, porque Jesus tomou um menino e o colocou no meio dos discípulos e ensinou-lhes sobre a humildade que precisavam possuir. Ao almejar grandeza, eles deveriam ser lembrados de que a ambição pode ser sinônimo de impaciência e pode muito bem esmagar outras pessoas debaixo de seus pés, para subirem a escada e chegarem ao topo. O tipo errado de ambição pode afogar os homens na perdição e fazê-los afundar outros, assim como procederam. Richard Glover coloca de maneira contundente: “A mão da selvajaria ambiciosa deveria ser amputada; o olho da cobiça ambiciosa deveria ser extirpado; o pé da obstinação insensata deveria ser cortado”. A linguagem extremamente descritiva de nosso Senhor prescreve um tratamento bem apropriado para todas as ambições carnais: devem morrer à mingua; precisam ser sacrificadas. A menos que sejamos simples e desprovidos de todo orgulho, como uma pequena criança, não serviremos para ser usados pelo Mestre. Ao empregar a ilustração das ovelhas perdidas, Jesus mostrou o valor de uma criança, a figura que nos demonstra o conceito de grandeza do seu reino. E crianças, por serem filhos, não devem ser negligenciadas ou desprezadas, pois não é da vontade do Pai que alguma delas pereça. Pelos padrões divinos, o valor das crianças é sugerido pelo fato de que o Pai, o Filho e os anjos estão em comunhão com elas. Seus anjos sempre contemplam a face do Pai, e têm acesso a ele a favor das crianças que estão sob os seus cuidados; o Filho, que é o Bom Pastor, está sempre em busca dos pequeninos; o Pai não quer que alguma delas pereça. Aqueles que semelhantes às crianças no coração possuem a saúde espiritual, característica das crianças, deveriam notar bem essas verdades à medida que procuram ganhar os jovens para Cristo. Fonte Consultada: Todas as parábolas da Bíblia – Uma análise detalhada de todas as parábolas das Escrituras Herbert Lockyer – Editora Vida Chegou a sua vez de se tornar um expert em Teologia! Curso Master em Teologia Avançada O Curso Master em Teologia Avançada da Universalidade da Bíblia prepara professores de formação humanística, técnica e científica compatível com a realidade eclesiástica brasileira e global em seus aspectos religiosos, sociais e culturais. Com capacidade para, em contínuo desenvolvimento profissional tomar decisões, administrar, liderar e empreender com expressiva competência e atuar interdisciplinarmente no exercício do ministério docente em igrejas, seminários, institutos teológicos, faculdades e outras instituições de ensino religioso. Objetivo do CursoO programa do Curso Master em Teologia Avançada da Universalidade da Bíblia visa o desenvolvimento da capacidade de pesquisa e poder criativo no campo teológico, filosófico e social, assim como a formação de docentes, com a capacidade para a Continue lendo

Apocalipse contexto histórico

Apocalipse contexto histórico

O livro das consumações, apogeu da revelação divina, todos os livros da revelação divina, tanto os livros do Antigo Testamento como os do Novo Testamento se encerram nesse livro.Este livro foi redigido originalmente em grego e começa com a mesma palavra do título apokalypsis, tem diversos significados e o significado mais simples é descobrir algo que está encoberto, mas no Novo Testamento a palavra é aplicada geralmente no sentido religioso, no sentido especial de revelação sobrenatural de verdades divinas desconhecidas aos homens.Foi uma mensagem dirigida em primeiro lugar às igrejas concretas, às comunidades contemporâneas do escritor mostrando que Cristo cumpriu o plano redentor traçado por Deus, é uma mensagem de Jesus à igreja, mensagem esta referente à sua volta, apocalipse 22:20-certamante, venho sem demora. É uma mensagem de incentivo, de ânimo, de esperança, de perseverança. O apocalipse testifica a respeito da ressurreição de Jesus Cristo, é um testemunho expresso em uma linguagem característica rica em símbolos, imagens e visões. O livro do Apocalipse pretende ser uma revelação dos eventos que ocorrerão no fim do século e do estabelecimento do Reino de Deus. A teologia básica, do livro, portanto, é sua escatologia. Ele declara ser uma profecia das coisas que brevemente tem que acontecer (1:2,3), cujo evento central é a segunda vinda de Jesus Cristo (1:7).Contudo, a interpretação deste livro tem sido a mais difícil e confusa de todos os livros do Novo Testamento, várias formas e métodos interpretativos tem surgidos e por isso é importante conhece-los para que possamos criticar e purificar nossa própria opinião.O gênero do livro pertence ao mesmo gênero literário dos apocalipses judaicos como Enoque, A Assunção de Moisés, IV Esdras, O Apocalipse de Baruque e outros. Do estudo dessa literatura podemos extrair diretrizes distintas que nos ajudam a interpretar o Apocalipse. Esses livros são semelhantes no sentido de que dizem ser revelações de eventos desconhecidos ao homem e de utilizarem símbolos, visões, assuntos comuns como o fim do mundo, juízo divino, condenação, purificação, etc…Mas, temos que ter em mente que o Apocalipse difere da literatura apocalíptica judaica em diversos aspectos. Estes são pseudônimos, ou seja, atribuídos aos santos de Israel, os autores apocalípticos são pessimistas, isto é, perdem a esperança de Deus na atuação da história.Apesar de ser repleto de elementos com referência ao Antigo Testamento, não há citações semelhantes aos escritos apocalípticos judaicos.As circunstâncias do livro de Apocalipse são angustiantes, pois o povo estava submetido ao poder político e militar do Império Romano. Esta era a situação do século I d.C. a Palestina estava dominada por esse império. Naquele momento, as leituras alentavam as pessoas e renovavam as suas esperanças com descrições de um futuro próximo em que a vitória gloriosa de Deus sobre todos os seus inimigos haveria de inaugurar para Israel uma era de paz e bem estar sem fim.O livro retrata as circunstâncias históricas do reinado de Domiciano, o qual exigiu que todos os seus súditos lhe chamassem de “Senhor e Deus”. Sem dúvida, o decreto do Imperador originou um confronto entre Continue lendo

Estudo sobre a Habitação nos tempos bíblicos

Estudo sobre a Habitação nos tempos bíblicos

Casas e telhados Nos tempos bíblicos as casas eram constituídas de somente um cômodo, e eram pequenas. Tinham aproximadamente 15 m quadrados, uma escada lateral e externa levava ao telhado que era normalmente um segundo cômodo de toda casa naquela época, todas as atividades da família eram realizadas fora da casa, portanto à moradia era usada somente para dormir e para as refeições. Por dentro o piso tinha dois níveis no mais alto dormia toda a família, todos juntos e no mais baixo poderia dormir alguns animais estimados pela família, se a família tivesse poucos animais todos dormiam dentro da casa. No telhado da casa muitas atividades eram feitas, por exemplo: reuniões de família, atividades sociais e em noites mais quentes a família toda dormia no telhado, nele era comum haver tantas atividades que em Deuteronômio 22:8 manda que se construam parapeitos nele, que geralmente eram grades de madeira. Como as diferenças sociais eram poucas em meio à sociedade judaica, as moradias não mudavam muito, eram quase todas iguais. A vida do povo judeu era tranquila, havia muito carinho e aconchego familiar, os pães eram assados em fornos de barro, à noite instrumentos musicais eram tocados na área de fora e as casas iluminadas pelas lamparinas de azeite. Os tais telhados que eram planos, exigiam do construtor da casa cuidados especiais, pois era a sala de estar da família, era armado com pesadas vigas de madeira sobre as quais se colocavam varetas e depois tudo era recoberto com uma mistura de barro e palha picada. As famílias com melhores condições financeiras aplicavam ladrilhos sobre o barro para o conservarem das chuvas que os desgastavam, outros plantavam grama para os protegerem da erosão, regulamente era preciso lixá-lo para mantê-lo impermeável e apesar de todos os cuidados as goteiras eram inevitáveis, mais cedo ou mais tarde sempre apareciam. As mulheres quase sempre trabalhavam no telhado, amassando pão, tecendo, secando frutas como figo, tâmaras, catando cereais, lavando ou secando roupas, etc. Certa vez em Atos 10:9 Pedro foi orar no telhado; ele também era usado para anunciar coisas importantes em alta voz, veja em Mateus 10:27, Lucas 12:3. As construções de dois cômodos naqueles tempos eram raras, era mais comum fazerem pequenos cômodos no telhado que serviam de quartos para hóspedes ou de aposento para oração, em Mateus 6:6 Jesus disse que ao orar deveriam entrar no quarto ao invés de exibir sua religiosidade. Talvez num destes aposentos Jesus celebrou a ceia com seus discípulos (Lucas 22:12), neste caso tratava[1]se de um lugar espaçoso e mobiliado; também após sua ascensão os seus discípulos tivessem se reunido num lugar semelhante (Atos 1:13). Em alguns locais as casas eram ligadas umas às outras em meia parede, portanto os telhados também eram ligados formando uma grande passarela, isto na época era chamado como uma rua de telhados que por muitos eram usadas como ruas comuns. Jesus certa vez disse que no dia do juízo quem estiver no telhado não deveria descer para pegar nada em casa Continue lendo

Versículos bíblicos sobre a soberania de Deus

Versículos bíblicos sobre a soberania de Deus

Quando falamos sobre soberania de Deus temos que ter em mente o que significa essa palavra. Soberania é uma palavra que provém do latim “supremitas + potestas” e significa “poder supremo”, por isso que alguém que possui soberania não possui ninguém além dele, ou seja, não existe um poder acima do dele.E, assim, crê-se que por ele ser um ser com soberania conhece tudo o que possa vir a acontecer. O site significado.com defina soberania como a qualidade de algo ou alguém que é soberano, isto é, uma autoridade superior (com mais poder e domínio) em comparação aos demais. Numa soberania, o poder fica concentrado nas mãos de um único indivíduo, organização ou instituição. A soberania também pode se referir ao poder máximo que é dado a determinada pessoa ou entidade no que diz respeito a uma respectiva área ou assunto. Por exemplo, a soberania do tribunal de justiça pertence ao juiz, sendo ele quem tem o domínio e poder total em relação aos demais naquele espaço, no que tange os aspectos da lei. No âmbito religioso, a soberania de Deus representa o seu poder máximo e absoluto sobre todas as coisas existentes na Terra, de acordo com a maioria das crenças religiosas. Agora que vimos o que significa essa palavra podemos entender sua profundidade e a Bíblia nos relata que Deus é soberano, ELE é o próprio poder, pois temos que ter em mente que ele é o Poder e não apenas o possui, pois quem possui pode perder e Deus É…EU SOU O QUE SOU.Separamos alguns versículos que falar sobre a soberania de Deus 1 Crônicas 29:11Tua é, Senhor, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, Senhor, o reino, e tu te exaltaste sobre todos como chefe. Jeremias 32:27Eis que eu sou o Senhor, o Deus de toda a carne. Acaso, seria qualquer coisa maravilhosa demais para mim? Lucas 1:37Porque para Deus nada é impossível. Apocalipse 1:8Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso. Salmo 91:1-2Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei. Salmo 145:3Grande é o Senhor e muito digno de louvor; e a sua grandeza, inescrutável. Jeremias 32:17Ah! Senhor Jeová! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido; não te é maravilhosa demais coisa alguma. 1 Crônicas 29:12E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e dar força a tudo. Romanos 8:38-39Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, Continue lendo

Desenvolvimentos religiosos no Novo Testamento

Desenvolvimentos religiosos no Novo Testamento

O Novo Testamento demonstra uma marcante diferença na atmosfera religiosa, em comparação com a do Velho Testamento. Isto é visto nas várias instituições, grupos e pela ênfase na tradição oral.             INSTITUIÇÕES A Sinagoga — Embora a tradição judaica afirme que a sinagoga teve origem mosaica, ela parece ter começado a existir durante o período babilônico ou persa. Até o tempo do exílio, a adoração e a instrução religiosa judaicas centralizam-se em torno do Tabernáculo ou do Templo de Salomão. Na Babilônia, a instrução religiosa foi prosseguida pelos sacerdotes e levitas, numa tentativa de conservar o conhecimento de Jeová vivo. Esses locais de adoração e instrução tornaram-se conhecidos como “sinagogas”; a palavra é grega e significa “reunidos juntos”. O propósito nunca incluía a ideia de se oferecer sacrifícios, o que poderia ser feito somente no Tabernáculo ou no Templo. Alguns estudiosos acham que os fariseus usavam a sinagoga como um meio de obter a lealdade dos saduceus e adorarem no Templo (T.C. Smith, The Religious and Cultural Background of the New Testament, p. 10). A administração da sinagoga cabia a um grupo de anciãos (Zeqenim),um dos quais foi eleito seu presidente (ou Sheliach). Era necessário ter-se pelo menos dez homens numa comunidade antes que uma sinagoga pudesse ser organizada. A função do presidente era manter a ordem durante as reuniões e escolher o orador para o culto do sábado. Um auxiliar (Chazzam) era designado para estar a cargo da construção e do manuseio das Escrituras. Parece que gradualmente a ele foi transferida a responsabilidade do ensino. A adoração na sinagoga foi desenvolvida de acordo com o modelo do culto do Templo e nas mesmas horas, no sábado: a terceira, a sexta e a nona. Posteriormente os cultos eram realizados na segunda e terça, bem como no sábado. As pessoas entravam, curvando-se para a parede do lado ocidental, onde as Escrituras estavam contidas num gabinete chamado a “arca”. Fazia-se uma oração e depois eram cantados salmos. O auxiliar abria a “arca” e reverentemente removia as Escrituras, entregando-as ao presidente. Em seguida à leitura das Escrituras, durante a qual todos ficavam de pé, o presidente sentava-se e iniciava uma exortação, à luz da passagem lida. Freqüentemente, ele pedia, a algum visitante ilustre, para fazer essa “pregação”. Depois as Escrituras eram recolocadas na “arca”, em seguida sendo proferidos salmos e orações, e depois uma bênção era pronunciada. Por toda a diáspora judaica, sempre que havia homens suficientes, eram instituídas sinagogas. Muitas cidades tinham várias sinagogas, para dar conta do vasto número de judeus naquelas áreas. Estima-se que Jerusalém, durante a época do Novo Testamento, tinha cerca de 500. Por esta razão, os missionários cristãos puderam ter acesso à maior parte do Império Romano. Eles, especialmente Paulo, iniciavam seu trabalho, sempre que possível, dentro da comunidade judaica e da sinagoga. O Templo — Com o retorno do primeiro grupo de exilados, foi iniciado o trabalho da construção do Templo. Na realidade, este foi o propósito primordial para alguns que retornaram. Os que permaneceram na Continue lendo

Versículos bíblicos sobre dependência de Deus

Versículos bíblicos sobre dependência de Deus

Interessante em João capítulo 15 na parábola da videira, Jesus diz que ele é a videira verdadeira, o Pai (Deus) o agricultor, e os discípulos os ramos. E nessa parábola extraímos alguns ensinamentos para nossa vida diária como: Permanecer Nele que é a videira para não secarmos e nos tornarmos infrutíferos, pois sem Ele nada poderemos fazer, somos ensinados a renunciar, somos confrontados a sair da apatia para sermos produtores de frutos, temos que amar ao próximo, obedecer aos mandamentos, pois eles nos limpam, somos chamados de amigos, fomos escolhidos por Ele. Em mais essa parábola observamos que a igreja é dependente de Jesus e precisa permanecer Nele, no grego foi utilizada para expressar a palavra permanecer o termo grego “MENO” significa- permanecer, habitar, morar, viver junto, morar junto. Nossa dependência de Deus não passa com a maturidade ou diminui com o tempo. Podemos até passar do leite espiritual para o alimento sólido, mas nossa necessidade da presença de Deus é contínua e aumenta. Isso me leva a pensar em Deus não apenas como um conselheiro (embora essa seja uma das suas características – Is 11.2), mas também como alimento (Jo 6.51). Ele não é apenas Pai (Mt 6.9), mas também amigo (João 15.15). E se isso tudo não bastasse ele continua sendo Senhor. Segui alguns versículos sobre a dependência de Deus. Isaías 41:13 Porque eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: não temas, que eu te ajudo. Provérbios 3:5-6 Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Provérbios 16:9 O coração do homem considera o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos. Salmo 73:26 A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração e a minha porção para sempre. Salmo 121:1-2 Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Provérbios 19:21 Muitos propósitos há no coração do homem, mas o conselho do Senhor permanecerá. João 15:5 Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. Isaías 40:29 Dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Filipenses 4:11 Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Salmo 121:3 Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará. Mateus 6:34 Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. Salmo 23:1-2 O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Salmo 127:1 Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam; se o Senhor não guardar a cidade, Continue lendo