Parábola do filho pródigo

Essa parábola faz parte da trilogia de parábolas sobre a redenção registrada no Evangelho de Lucas no capítulo 15.


O texto relata o convívio do Pai e de seus dois filhos.
O filho mais novo não queria viver mais sob a proteção de seu pai e pediu parte de sua herança, pois não queria mais viver com sua família.
O filho mais velho também não valorizava esse convívio, pois para ele era obrigação fazer as coisas e não aproveitava esse relacionamento.
Os dois filhos não valorizavam o relacionamento familiar e nessa breve reflexão falarei do Filho pródigo e de seu Pai

v.11-12 – Pedi parte de seus bens.
O filho mais moço pediu ao pai a parte que lhe caia dos bens.
Um homem podia deixar seus bens para seus herdeiros mediante testamento definitivo (cf. Hb 9.16-17), e neste caso, era obrigado pelas estipulações da Lei e o primogênito recebia dois terços da totalidade (Dt 21.17). Mas poderia distribuir dádivas antes de morrer, e isto lhe dava mais liberdade.
As regras para a disposição de bens são citadas na Mishna (Baba Bathra 8). Se um homem resolvia fazer doações, normalmente dava o capital, mas retinha a renda, então, já não poderia dispor do capital, mas somente da sua parte nas rendas. Mas quem recebeu o capital nada poderia receber até à morte do doador, ele poderia vender o capital se quisesse, mas o comprador não poderia obter posse dele até à morte do doador.
O filho de Siraque considerava que era uma falta de sabedoria repassar os bens cedo demais, e adverte contra tal coisa (Eclo. 33:19-21). Mas sua advertência demonstra que a prática existia.
O que há de incomum no pedido do filho é que quis o uso imediato do capital. Este poderia ser dado, e foi dado neste caso, mas era longe de ser comum.


v.13 – Pega as suas coisas e vai para uma terra distante gastar os seus bens vivendo dissolutamente.
Não queria viver sob a autoridade do pai ele queria viver uma vida displicente.
Não queria mais depender do pai e rompe com sua família. (SER INDEPENDENTE DO PAI)
Desperdiça seus bens. (CAPITAL HERDADO DO PAI)


v.14 – Começa a passar necessidades.
Não tem mais dinheiro e começa a passar necessidades. (ELE BUSCOU ESSA SITUAÇÃO)


v.15 – Começa a perder sua identidade
Agora pobre e infeliz resolve pedir ajuda ao fazendeiro e pensou que teria ali abrigo, comida e misericórdia, mas ao contrário a oferta que recebeu foi o serviço de cuidar de porcos que era uma profissão indigna para um judeu.
(QUEM ELE ERA – QUEM NÓS SOMOS – PERDEU SUA IDENTIDADE)
Há um ditado rabínico que diz” Maldito o homem que cria porcos (Baba Kamma 82b)


v.16 – Começa a passar fome.
Começou a passar muita fome, frio, solidão dia, após dia e ninguém lhe dava nada e teve até desejo em comer as alfarrobas que alimentava os porcos.
Alfarrobas- espécie de vagem.
Vazio existencial – A Fome e a necessidade o despertou.


v.17 – Caindo em si.
Caiu em si e percebeu que o pai era bondoso, generoso até mesmo com os trabalhadores.

Percebeu que os bens materiais, a falsa liberdade não foram capazes de fazê-lo feliz e entendeu que ninguém o amava e o compreendia como seu pai.
Na casa do pai havia fartura e ele sentiu saudades


v.18-19 – Levantar-me-ei e irei ter com meu pai, pequei contra o céu e diante de si.
Tinha quebrado o 5º Mandamento: Honrar pai e mãe, ele havia falhado como filho
Retorna para casa do pai, “presença do pai”. (TEVE ATITUDES – SE POSICIONOU)

V.20 – Atitudes do pai.
Ficava sempre observando e aguardando a volta do filho “vigiando”
Não se contentou em ver seu filho vindo e foi ao seu encontro.
Compadecido ele correu, o abraçou e o beijou.
Mesmo possuindo certa idade correu ao seu encontro. “Boas vindas” – O beijo do perdão.


v.21 – Ele declara pequei e não sou digno de ser chamado seu filho. “reconhece sua condição” todo o discurso planejado se resumiu a uma frase – “Pequei” não sou digno de ser chamado de teu filho.


v.22 -24 – O pai mandou os servos se apressarem a trazer a melhor roupa e vesti-lo, colocar um anel em sua mão e as alparcas nos pés e seria o dia de preparar o novilho cevado
O pai deu a melhor roupa “sinal de posição” – voltou para a posição de filho.
Deu um anel – “outorgava autoridade” voltou tendo a autoridade de filho.
Recebeu sandálias – liberdade de filho, pois somente os servos andavam descalços – foi reconhecido com homem livre perdoado e recebido pelo pai.
(FOI RECEBIDO E VALORIZADO COMO FILHO)
O novilho cevado foi preparado, pois ele estava sendo tratado e separado para uma ocasião especial e para o pai talvez dificilmente poderia haver uma ocasião mais especial do que esta.
O júbilo transbordante do pai ao declarar que o filho estava morto e reviveu tinha-se perdido e foi achado. “AS BOAS VINDAS AO FILHO QUE VOLTOU”

Fonte Consultada: Universo da Teologia


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