Louvor e Adoração

Louvor e Adoração

Mas o que é louvar Pra muitas pessoas quando se pensa em louvor, pensa-se logo em musicas, em cânticos espirituais, mas essa palavra louvar vai mais além do que só musicas e cânticos espirituais louvar quer dizer exaltar, elogiar, glorificar, aplaudir. Louvar é, portanto, ratificar, expressar a nossa aprovação a respeito de alguma coisa. Dando a nossa aprovação, aceitamos ou concordamos com o que Deus estabelece para nós, não podemos louvar a Deus sem estarmos agradecidos pelo que permite que aconteça conosco, e não podemos estar agradecidos sem estarmos felizes com Ele. O louvor envolve, portanto, gratidão e alegria, quando nós louvamos a Deus estamos o exaltando, o glorificando, estamos confirmando que somos gratos a Ele e tudo que acontece conosco é sua permissão, o verdadeiro louvor alegra o coração de Deus.Pois qual de nós não nos alegramos, quando uma pessoa se diz grata pelo que fazemos para ajuda-la. 1 Tessalonicenses 5:16-18 -16 Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar.Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Muitos fazem manobras com Deus, ou seja, barganha só louva a Deus para sair de alguma situação desfavorável, mas não é assim que funciona com Deus. Louvar a Deus não é uma fórmula mágica para o sucesso, é um modo de vida, firmemente baseado na palavra de Deus, nós louvamos a Deus, não pelos resultados que esperamos, mas porque nós o amamos, nós o amamos porque Ele. O que é Adorador Mas o que é ser adorador será que é como muitos acreditam que seja, que o adorador é aquele que no momento de cânticos espirituais, ou seja, em meios aos louvores se entregam a Deus, e depois quando os louvores acabam é como se desligasse um botão e voltasse a ter a mesma vida medíocre e hipócrita diante de Deus.Mas quero ir mais além, na minha opinião adorador é uma modo de vida, adorador é aquele que vive uma vida de adoração, mas o que é adoração (vem do hebraico: hixtahawah, e do grego: proskunesis, prostrar-se como ato de auto humilhação, esse ato pode ser de adoração ou reverência diante de uma autoridade GN 18:2, 19:1, 23:7), para se viver uma vida de adoração é necessário entendermos que toda a autoridade de nossa vida pertence a Deus somente e por isso temos que reverenciá-lo, ter respeito com as coisas sagradas e obedecer as suas determinações. Adorar é diferente de simplesmente cantar, é render culto, amar extremosamente, venerar, é prostrar-se, muitos dizem que fazem louvores para o Senhor, mas poucos alcançam o Senhor com seus louvores, muitos dizem que adoram ao Senhor, mas poucos vivem uma vida de adoração.Deus procura os verdadeiros adoradores que o adoram em espírito e em verdade, João 4: 23 Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus criou o Homem e o fez representante de sua santidade, através do Continue lendo

Salmo 120 – A Viagem dos Peregrinos

Salmo 120 – A Viagem dos Peregrinos

O Salmo 120 começa com uma nova coleção que se estende até o Salmo 134. Cada peça lírica deste grupo foi nomeada com um termo variadamente traduzido por “Cântico dos Degraus” (E.R.A. e E.R.C.), “Cântico da Ascensão” (ASV) e “Cântico de Romagem”. Diversas teorias quanto ao significado do termo relacionam-no com o retorno da Babilônia, os quinze degraus do pátio das mulheres para o pátio dos homens, o paralelismo climático destes poemas e as viagens dos peregrinos. A teoria mais aceitável é que esta coleção surgiu como um hinário dos peregrinos que subiam ao Templo nas grandes festas. O fato de que o Salmo 120, 124, 125, 130 e 131 não estão explicitamente relacionados como uma peregrinação aponta para sua incorporação na coleção a partir de outras fontes. A maior parte destes salmos encaixam se no padrão de vida da sociedade pós-exílica, embora alguns possam ter tido uma origem pré-exílica. 1, 2. Um Grito por Livramento. Senhor, livra-me. O salmista se encontra na angustiosa situação de alguém que tem de se associar com homens dados à falsidade. Seu pedido de livramento baseia-se sobre a ajuda que Deus lhe concedeu no passado em períodos semelhantes. Muitos acham que há aqui uma referência à oposição difamatória de Sambalá e Tobias contra Neemias quando reconstruía os muros de Jerusalém (Ne. 4; 6). 3,4. Um Pedido de Retribuição. Que te será dado? A língua enganadora e seu dono são destacados para o juízo. A resposta à pergunta retórica baseia-se na natureza da ofensa alegada. Flechas afiadas e brasas vivas serão retribuição adequada. 5-7. Uma Lamentação pela Paz. Ai de mim . . . Sou pela paz. A lamentação básica do poeta é que ele acha necessário peregrinar entre os inimigos sedentos de sangue e bárbaros. Meseque, na Ásia Menor, e Quedar, no deserto árabe setentrional, ao sul de Damasco, foram usados simbolicamente para representar poderes bárbaros. Fonte Consultada: Salmos (Comentário Bíblico Moody) Pags: 129 Chegou a sua vez de se tornar um expert em Teologia! Curso Master em Teologia Avançada O Curso Master em Teologia Avançada da Universalidade da Bíblia prepara professores de formação humanística, técnica e científica compatível com a realidade eclesiástica brasileira e global em seus aspectos religiosos, sociais e culturais. Com capacidade para, em contínuo desenvolvimento profissional tomar decisões, administrar, liderar e empreender com expressiva competência e atuar interdisciplinarmente no exercício do ministério docente em igrejas, seminários, institutos teológicos, faculdades e outras instituições de ensino religioso. Objetivo do CursoO programa do Curso Master em Teologia Avançada da Universalidade da Bíblia visa o desenvolvimento da capacidade de pesquisa e poder criativo no campo teológico, filosófico e social, assim como a formação de docentes, com a capacidade para a compreensão dos grandes temas e problemas teológicos-filosóficos da atualidade, bem como para a análise e reflexão crítica da realidade social local, regional e nacional. Público AlvoLíderes, Pastores, Missionários, Diáconos, Professores de Escolas Dominical, Membros de Igrejas, Estudantes e Profissionais de Psicanálise, Psicologia, Antropologia, Direito, História, Filosofia; ou seja, todos os que pretendem liderar, ministrar em convenções Continue lendo

Parábola da botija quebrada

Parábola da botija quebrada

Esse texto está em Jr 19:1-13 Essa parábola dramatizada representa o lado negro da parábola anterior, do oleiro. A evidente diferença entre as duas parábolas revela a irremediabilidade da condição e da posição de Israel.Na Parábola do oleiro há a ideia de construção. O barro, apesar de impuro, ainda estava maleávei, podendo ser remodelado no formato desejado. Assim “o oleiro tornou a fazer dele outro vaso”.Na Parábola da botija, o tema evidente é a destruição. Israel estava tão incorrigível no pecado e na rebeldia que parecia já não ter esperança de recuperação. Aqui o barro já está endurecido. Qualquer remodelagem era impossível e, por não servir ao propósito para o qual fora criado, não haveria outra medida senão destruí-lo. Que solene e espantoso símbolo da obstinação de Israel, que resultou no declínio do seu sistema nacional, político e religioso! Os anciãos, tanto do povo quanto dos sacerdotes, eram os representantes do governo civil e religioso e, portanto, foram chamados para testemunhar a parábola encenada e a profecia sobre tudo o que consideravam de mais precioso (19:10; Is 8:1,2). “Deus espalhou as nações e os seus representantes”. Mais tarde, os judeus não poderiam alegar desconhecimento das profecias que seus anciãos tinham recebido.E algo significativo que o lugar em que o pecado foi praticado tenha sido escolhido como o local da denúncia divina contra Israel. O próprio lugar de onde aguardavam o socorro dos seus ídolos seria o cenário de seu massacre. No vale de Hinom a mais abominável forma de idolatria era praticada. Tofete era o centro dos sacrifícios a Moloque (2Rs 23:10) —sacrifícios humanos a que Israel se viciara. Assim, o lugar de degradação testemunharia o castigo e a destruição, exatamente como mais tarde aconteceu em Jerusalém, onde Cristo foi crucificado, fazendo da cidade um lugar de terrível destruição.Quanto à quebra da botija diante dos homens, esse ato parabólico realça o direito e o poder divino de quebrar os homens e as nações em pedaços, como a um vaso de oleiro (SI 2:9). As imagens bem conhecidas expressam a soberania absoluta de Deus (Jr 18:6; Rm 9:20,21). “… não pode mais refazer-se” refere-se de modo trágico à ruína de Israel. Deus, como divino oleiro, quebra o que não pode ser restaurado. Jeremias prfetizou o colapso e a dispersão de Israel —nação privilegiada— profecia que se cumpriu plenamente na invasão dos romanos (70 d.C). Os terríveis infortúnios desse capítulo foram escolha de Israel; e o castigo por rejeitarem a Deus deveria ser pago.Embora a botija ou o vaso do oleiro não possa ser restaurado, pode-se fazer outro do mesmo material, de modo que há, para a felicidade de Israel, uma profunda compaixão divina que a parábola de Jeremias não deixa de apresentar. Deus recolheu os fragmentos do lixo e fez surgir uma nova semente para os judeus —não igual aos rebeldes destruídos, cuja ruína o profeta anunciou, mas a colocação de outra geração no lugar deles. Paulo ensina que os fragmentos espalhados hão de se unir novamente e Israel se transformará Continue lendo

Panorama Bíblico sobre Trabalhos

Panorama Bíblico sobre Trabalhos

Nos tempos do Brasil colônia a palavra “negócio” tinha uma conotação ruim, pois significava “negar o ócio”, naqueles tempos o ócio deveria ser praticado como sinal de se ter boas condições financeiras e não precisar trabalhar, mas se você trabalhasse então era visto como servo por aqueles que poderiam ter o privilégio de praticar o ócio. Mas nos tempos bíblicos era justamente o inverso, quem não trabalhasse e muito era mal visto, você até poderia ser um negociante de sucesso, mas deveria trabalhar do amanhecer ao anoitecer; os judeus consideravam que o homem foi feito para o trabalho. Se você fosse um oleiro e trabalhasse o dia inteiro fazendo objetos e potes de cerâmica e barro, ao chegar em casa a noite era uma dádiva poder ajudar a esposa a amassar o pão ou a cuidar dos filhos. O conceito de que trabalhar é honroso manteve-se no NT veja o que Paulo aconselha em Colossenses 3:22 era mais trabalho, na mente israelita isto agradava a Deus e, portanto, sempre trabalhavam louvando e agradecendo ao Senhor. Mas como sempre havia os “espertos”, que preferiam utilizar-se de truques para viver, faziam negócios na base do “muito para mim e pouco para você”, “o meu é sempre melhor”, etc. Não preciso me prolongar todos nós conhecemos alguém assim. Nos dias de Jesus, já havia na Palestina aproximadamente 500 mil pessoas e em Jerusalém umas 25 mil, mas estes números podem ser maiores, era uma sociedade complexa que consumia muitos tipos de produtos e serviços. Havia corporações para cada tipo de atividade, elas funcionavam como sindicatos e também como cooperativas, havia várias corporações para cada atividade, mas a maioria se concentrava nas mais conceituadas. Era melhor para um trabalhador qualquer estar associado, mesmo se morasse longe e isolado estariam associados, pois através disto tinham muitos benefícios, tais como compra de matéria prima mais barata; maior facilidade de vender sua produção, cursos onde se aprendiam novas técnicas, seguro contra roubo de ferramentas, terceirização da produção, seguro desemprego, tumulo para sepultamento, a corporação poderia comprar toda a produção para renegociar, poderiam exportar por estas instituições,  e  muitas  outras  vantagens.  José  com  certeza  devia  ser  membro  a  alguma associação de carpinteiros, pois o incomum era não ser. Se o trabalhador não fosse autônomo, mas um funcionário deveria estar também associado, pois estas corporações estabeleciam os pisos salariais. A origem desta, instituições perde-se no tempo, a 24 séculos antes de Cristo já havia uma corporação em Sumer. Geralmente a presença de matéria prima em uma determinada região fazia dela centro de alguma atividade e, portanto, era um centro de várias corporações especificas. Estas corporações com o tempo passaram a se tornar tão ricas que o próprio governo romano preocupou-se com ela, mas elas também enriqueciam o império que sempre cobrava altas taxas para tudo o que se fazia, nesta ocasião o governo passou a exercer poder sobre elas. As corporações passaram a ser motivo de rivalidades, e muitos associados impediam membros de outras associações de instalarem- se ou Continue lendo

A carta a Igreja de Éfeso

A carta a Igreja de Éfeso

Alguns definem o nome Éfeso como ‘desejável’. No tempo de João, Éfeso era a principal cidade da província romana da Ásia e nela estava a igreja mais importante de toda a província. Atualmente Éfeso está situada a uns quinze quilômetros da baia de Éfeso, em uma planície pantanosa. Mas no primeiro século ela era o porto mais importante de toda a Ásia Menor. Era também um centro religioso. Foi situada perto do mar Egeu. Duas estradas importantes cruzaram em Éfeso, uma seguindo a costa e a outra continuando para o interior, passando por Laodicéia. Assim, Éfeso teve uma localização importantíssima de contato entre os dois lados do império romano (a Europa e a Ásia). Historiadores geralmente calculam a população da cidade no primeiro século entre 250.000 e 500.000. Éfeso era conhecida, também, como a cidade de adoração da deusa Mãe da fertilidade, Ártemis (para os gregos) ou Diana (romanos) – Atos 19-35. Um bonito templo era dedicado a esta deusa, conhecido com umas das maravilhas do mundo antigo. Este templo também era o lugar onde se adorava a deusa de Roma e o imperador romano. Éfeso era também o centro de todos os tipos de práticas supersticiosas, e era conhecida no mundo todo por suas artes mágicas (At 19.19). Sabemos algumas coisas sobre a história da igreja em Éfeso de outros livros do Novo Testamento. A igreja em Éfeso aparentemente foi fundada por dois cristãos de destaque Áquila e Priscila. No final de sua segunda viagem, Paulo deixou Aquila e Priscila em Éfeso, onde corrigiram o entendimento incompleto de Apolo sobre o caminho do Senhor (Atos 18:18-26). Na terceira viagem, Paulo voltou para Éfeso, onde pregou a palavra de Deus por três anos (Atos 19:1-41; 20:31). Na volta da mesma viagem, passou em Mileto e encontrou-se com os presbíteros de Éfeso (Atos 20:17-38). Durante os anos na prisão, Paulo escreveu a epístola aos efésios. Também deixou Timóteo em Éfeso para edificar os irmãos (1 Timóteo 1:3). Destas diversas referências aos efésios, podemos observar algumas coisas importantes sobre essa igreja. Desde o início, houve a necessidade de examinar doutrinas e aceitar somente o que Deus havia revelado. Assim, Áquila e Priscila ajudaram Apolo (Atos 18:26); Paulo advertiu os presbíteros do perigo de falsos mestres entre eles (Atos 20:29-31), e orientou Timóteo a admoestar os irmãos a não ensinarem outra doutrina (1 Timóteo 1:3-7). A carta de Paulo aos efésios destacou a importância do amor (5:2), um tema frisado, também, nesta carta no Apocalipse. Éfeso representa a Igreja doutrinária e espiritualmente pura. Esta foi a Igreja de Cristo e dos apóstolos. Período Histórico – “1º século 31-100 d. C- Igreja Primitiva. Aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro (v.1): A carta à igreja em Éfeso tem como prefácio uma referência a Cristo que inclui um elemento de encorajamento. O verbo grego traduzido por “conserva” é diferente do traduzido por “tinha” em 1.16. É uma palavra mais forte, que significa segurar Continue lendo

Estudo sobre Provérbios 6

Estudo sobre Provérbios 6

6:1-5. Advertência  contra o servir de fiador – A responsabilidade ilimitada. Aqui temos um dos conselhos bem práticos de Provérbios, insistido com grande vigor. Sua presença nas Escrituras estabelece a prudência como uma das virtudes de um homem piedoso. Não afasta a generosidade; é o espírito da jogatina que exclui. Isto quer dizer que aquilo que um homem dá deve ser plenamente voluntário: a soma (cf. 22:27) é determinada por ele (pois é assim que se pode julgar sua eficácia, avaliando-se as reivindicações conflitantes que se fazem sobre ele), e não extorquida dele por eventos fora do seu controle. Mesmo para aquele que recebe o favor, um aval incondicional pode ser, sem querer, um detrimento ao expô-lo à tentação e à tristeza subsequente de ter causado a ruína de um amigo. Esta, porém, não é a palavra final. Jó 17:3 emprega este círculo de ideais para declarar que Jó é um risco pesado demais para qual[1]quer pessoa senão Deus — e para pedir que Deus o tome sob Sua responsabilidade (cf. SI 119:122). Forma-se, portanto, uma ponte no Antigo Testamento entre a ideia da insolência material e a espiritual. Mesmo assim, e tendo em mente o dispêndio total que Cristo fez de Si mesmo, continuamos a ter necessidade da lição desta passagem; isto porque o Novo Testamento nunca nos garante que Deus seja avalista de toda e qualquer aventura espiritual que queiramos iniciar. Materialmente também, o Novo Testamento mostra que Paulo aceita os desfalques passados de Onésimo, mas não os futuros (Fm 18, 19). I. Companheiro forma um paralelo com estranho. É um termo neutro, influenciado pelo seu contexto, e frequentemente significa nada mais do que “alguém”. 3. Prostra-te, e importuna . ..Estes dois verbos são muito vigorosos. O primeiro (lit. “pisoteia a ti mesmo”) significa: “toma-te pequeno” ; ou mais provavelmente, “apressa-te” (RVmg); o último (lit. “sê turbulento, arrogante”) é quase, “intimidar”. 6:6-11. Advertência contra a preguiça – A formiga é a formiga ceifadora, que é comum na Palestina: Agur a menciona em 30:25, e um rei de Siquêm do Séc. XIV a.C. cita um provérbio sobre a sua pugnacidade.6 II. Ladrão ou vagabundo (RSV) é melhor do que “viajante” (AV). Toy (ICC) inteligentemente sugere “homem das estradas” . 6:12-15. Advertência contra a maldade – O desordeiro. O quadro que se apresenta aqui é muito vivido. Com uma sugestão aqui, uma piscada de olhos ali, e um gesto acolá, o desordeiro pode semear a discórdia à vontade — até que chegue o momento que Deus preparou para ele. 12. De Belial. Belial sempre implica aquilo que é maligno, além daquilo que não tem valor (e.g. 1 Sm 2:12; 1 Rs 21:10); às vezes significa uma tendência à destruição total (Na 1:11, 15; SI 18:4); finalmente, acabou sendo um nome explicito aplicado ao diabo (2 Co 6:15), que é o pai de todas estas qualidades. 6:16-19. Sete abominações – Esta lista, com seu apelo a Javé, completa a impugnação do desordeiro (12-15), pois a abominação culminante, o que semeia contendas Continue lendo

Salmo 51 – Um Grito de Perdão

Salmo 51 – Um Grito de Perdão

Este é o quarto e o mais profundo dos Salmos Penitenciais. As profundezas da experiência individual, o senso do pecado e o pedido de perdão não são superados em nenhum outro salmo. Este é o primeiro salmo de outra coleção levando o nome de Davi, Salmos 51-70. As opiniões são muitas quanto à ocasião que deu origem a esta confissão. Para alguns ele tem um significado corporativo; para outros ele teve origem na bem conhecida experiência de Davi; para outros, ainda, descreve um crente que vai ao Templo em busca de perdão e purificação. O acréscimo dos versículos 18 e 19 parece adaptar um pedido puramente individual aos requisitos da adoração corporativa. Quer Davi tenha ou não composto o poema, sua experiência parece tê-lo ocasionado. Capítulos 1, 2. Um Grito por Misericórdia. Compadece-te de mim, ó Deus. O salmista nem pede inocência nem lança a culpa sobre outrem. Uma vez que sabe que não merece perdão, ele primeiro roga por misericórdia, com base na bondade divina. De acordo com esta misericórdia, ele pede que a sua transgressão saia apagada e a sua iniquidade seja lavada. Capítulos 3-6. Uma Confissão de Pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões. Aqui o salmista enfatiza o fato de que sabe e está constantemente cônscio do seu pecado, e reconhece que o seu pecado é mais do que o pecado contra o homem. Ao mesmo tempo ele reconhece a tendência universal para o pecado mas não se desculpa com base nisso. A profundeza de sua confissão está visível no seu desejo de descobrir o íntimo e o escondido do seu ser. Capítulos 7-12. Um Pedido de Purificação. Purifica-me . . . lava-me. Os verbos são extremamente significativos na transmissão do pedido. O salmista começa (vs. 7-9) pedindo purificação externa. Purificar com hissopo e lavar estão relacionados com o ritual. Com o pedido de umcoração regenerado e um espírito constante renovado, a ênfase passa para a purificação interior. Capítulos 13-17. Um Voto de Consagração. Então ensinarei. Este voto de testemunhar aos outros dá evidências do perdão recebido pelo escritor e sua natureza modificada. A maneira como o salmista encara o sacrifício é essencialmente profético e muito semelhante com o do autor do Salmo 50. Seu senso do pecado e culpa exigem mais do que ofertas queimadas; por isso oferece seu espírito quebrantado e seu coração contrito. Capítulos 18,19. Uma Oração de Restauração. Faze bem … edifica … então. Esta ênfase dada às obras como recurso de fazer sacrifício aceitáveis parece ser um acréscimo de um escritor ou editor sacerdotal. Fonte Consultada: Salmos (Comentário Bíblico Moody) Pags: 60-61 Chegou a sua vez de se tornar um expert em Teologia! Curso Master em Teologia Avançada O Curso Master em Teologia Avançada da Universalidade da Bíblia prepara professores de formação humanística, técnica e científica compatível com a realidade eclesiástica brasileira e global em seus aspectos religiosos, sociais e culturais. Com capacidade para, em contínuo desenvolvimento profissional tomar decisões, administrar, liderar e empreender com expressiva competência e atuar interdisciplinarmente no exercício do Continue lendo

Salmo 1 – Os Dois Modos de Vida

Salmo 1 – Os Dois Modos de Vida

O salmo apresenta em contraste agudo os dois extremos – o modo de vida verdadeiramente honesto e o modo basicamente perverso. O contraste introduz de maneira didática as duas categorias de homens a serem descritos em todo o Saltério. O salmista continua com a antítese, mostrando os destinos presente e futuro de cada grupo. 1-3. O Caminho do Homem Justo. Bem-aventurado o homem. O Saltério começa com uma forte interjeição: Oh! que felicidade  a do homem que segue o plano de Deus. Os verbos, anda, se detém, se assenta, descrevem os passos característicos do perverso que o justo evita: aceitação dos princípios dos ímpios, participação das práticas de pecadores declarados e finalmente a união com aqueles que zombam abertamente. Observe o paralelo triplo entre os três verbos e suas cláusulas modificadoras. A mudança então se faz da recusa negativa para o deleite positivo. Tal homem medita ou constantemente reflete nos ensinamentos divinos. Como resultado, ele se torna cada vez mais como uma “árvore transplantada”, com as raízes nas realidades eternas. Vitalidade constante lhe é assegurada e o sucesso final é certo porque ele colocou a sua confiança firmemente em Deus. 4-6. O Caminho do Homem Ímpio. Os ímpios não são assim. Agora surge uma mudança abrupta com as palavras não do assim. O agudo contraste intensifica-se com o uso deste termo frequente para os ímpios, que representa a antítese exata para o outro termo, os justos. Diferindo da árvore firmemente estabelecida, os ímpios são varridos pelo vento. O quadro é de uma eira no alto de uma colina, onde o vento carrega a palita e deixa o grão. Em construção paralela, os dois grupos (ímpios e pecadores) não têm a promessa de participação na companhia vindicada dos justos. Enquanto Deus conhece ou se preocupa com o caminho dos justos, os ímpios simplesmente vão à deriva até a final destruição. Fonte Consultada: Salmos (Comentário Bíblico Moody) Pags: 13-14 Quer se tornar um Professor e Líder da Escola Bíblica altamente Capacitado e Comprometido com o Ensino Bíblico!? Formação de Professores e Líderes para Escola Bíblica Dominical (EBD) O Curso tem como objetivos: Formar professores para a Escola Bíblica Dominical; ofertar formação teológica para os futuros professores; Junto ao instrucional do curso foram trabalhados textos, livros, vídeos, imagens, músicas e dinâmicas para a dinamização das aulas. Oferecer noções didático-pedagogicas para os cursistas e compreender o processo de ensino/aprendizagem na Educação Cristã. Para quem é indicado O curso é destinado para membros, professor de escola bíblica, líderes, obreiros, evangelistas e pastores e a quem deseja obter conhecimentos sobre o funcionamento do serviço da escola bíblica. O que é Escola Bíblica Dominical (EBD)? É o método de ensino da Bíblia, semanalmente, visando levar o aluno a: 1- Aceitar Jesus como Único Senhor e Salvador 2- Crescer na fé e no conhecimento bíblico 3- Por em prática os ensinos bíblicos O QUE A EBD NÃO É: Um grupo de estudiosos e literatos da Bíblia Uma forma de passar o tempo, no domingo pela manhã Uma organização Continue lendo

A Disciplina dos Pais e Mestres

A Disciplina dos Pais e Mestres

“E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Efésios 6.4). “Pais” aqui refere-se àqueles colocados em posição de autoridade. Deus pôs “pais em autoridade” no governo de nossas casas, igrejas, sociedades e instituições. Nossos lares e escolas são governados por “pais”.  Como pais e mestres, fomos postos em posições de autoridade ordenadas por Deus. Como estamos a exercer esta autoridade? Efésios 6.4 diz para disciplinarmos doutrinando e admoestando nossos filhos ou alunos nos caminhos do Senhor. Não devemos, no entanto, fazer de uma maneira que provoque à ira nossos filhos ou alunos. O radical de “disciplina” é “discípulo”. Um discípulo é alguém que não apenas ouve seu mestre, mas que também acredita e se une ao ensinamento de seu mestre. Um discípulo é aquele que segue, que anda nas pegadas deixadas por seu mestre. O propósito da disciplina é “discipular”.  O objetivo é que nossos filhos ou alunos acreditem e unam-se aos ensinamentos do Senhor, e andem no caminho do Senhor Jesus Cristo. Nós não fomos chamados por Deus para criar nossos filhos como nós acharmos melhor ou desejarmos, ou para ensinar nossos alunos de acordo com nossa vontade ou desejo.  Nós somos instruídos a criá-los “na doutrina e admoestação do Senhor”. Temos de pregar e trabalhar a fim de alcançar este objetivo. Isto promoverá a honra de Deus e o bem-estar de nossos filhos ou alunos. A disciplina eficaz requer que usemos dois remos. Um deles é a disciplina preventiva e o outro é a disciplina corretiva. Se você tentar remar num barco com apenas um remo, o que acontecerá? Você andará em círculos. Não fará progresso para alcançar seu destino.  Reme mais forte de um lado e você desviará bruscamente do caminho desejado. Para progredir eficaz e diretamente até seu destino, você deve remar de forma igual e simultânea em ambos os lados. “Doutrina” é um remo da disciplina, e “admoestação” é o outro remo. “Doutrinar” é ensinar, expôr, conduzir. É o oposto de pressupor, ignorar ou ser passivo. Pais, quando testemunharem seus filhos sendo grosseiros, sem falar “por favor” ou “obrigado”, perguntem primeiro – eu os doutrinei? Eu ensinei a eles clara e suficientemente? Tenho apresentado a eles, de forma consistente, como ser educado pelo meu exemplo? Mestres, se seus alunos tiram péssimas notas na pesquisa escrita que você pediu, pergunte primeiro a si mesmo – eu os doutrinei? Eu expus claramente minhas expectativas? Eu apresentei a eles exemplos de trabalhos que não satisfariam, e excedi minhas expectativas? Você proveu um alvo para seus estudantes mirarem? Você não demonstra um padrão de cuidado e organização? Você chegou a selecionar ativamente os dados necessários para os vários estágios até a conclusão durante o caminho? A questão é esta. Ao exercer autoridade, eu apenas falo aos meus filhos ou alunos ou eu também exponho a eles? Eu “discipulo” eles por doutriná-los? A doutrina eficaz irá prevenir consideravelmente o mau comportamento, mas não completamente. Nossos filhos e alunos são pecadores, como nós. Eles têm os mesmos corações pecaminosos que nós temos. Da mesma forma que Deus precisa admoestar e repreender Seus filhos, assim também deveremos admoestar e repreender os nossos.  Admoestar é mais que punir. Admoestar objetiva “discipular”. Enquanto a repreensão pode incluir um castigo, o objetivo não é punir, mas corrigir. Admoestar não implica simplesmente que, desde que puni um comportamento errado, eu já lidei suficientemente com isto.  O alvo deve ser a correção. A punição se foca no passado, no comportamento negativo; a correção no futuro, Continue lendo

Benefícios da ressurreição de Jesus Cristo para os crentes

Benefícios da ressurreição de Jesus Cristo para os crentes

Estudo realizado na epístola de 1 Pedro 1.3-5  3. Bendito o Deus e Pai… O agradecimento e a intercessão que, em cartas antigas, geralmente tem nessa altura o seu lugar, é formulado aqui no estilo das bendições judaicas. Como é usual no Antigo Testamento, aqui ela se encontra na terceira pessoa. Estas bendições são elementos característicos das orações judaicas, conforme podemos ver, por exem­plo, nas Dezoito Bênçãos (que eram recitadas três vezes ao dia nos ofí­cios das sinagogas e pelos judeus piedosos). Cada uma delas terminava com uma bendição, formulada na 2- pessoa: “Bendito és tu, ó Senhor…” Este espírito de constante agradecimento e louvor a Deus marca de for­ma muito profunda a autêntica piedade judaica, certamente um dos ele­mentos formadores da personalidade de Jesus enquanto pessoa humana (conforme também o podemos vislumbrar nos apóstolos). A mesma fór­mula usada aqui em 1 Pedro encontra-se em Ef 1.3 e 2 Co 1.3, mostran­do que era de uso comum entre os primeiros cristãos.   E se passarmos das coincidências formais para a identidade essencial, veremos que temos aqui uma das heranças judaicas que marcam o cristianismo primitivo. Mas alguma coisa mudou. Aparentemente, aqui Deus está um pouco mais próximo, parece ser conhecido de forma mais íntima pela pessoa que louva e bendiz. Isto certamente se deve ao evento fundamental da encarnação que se coloca entre o cristianismo e o judaísmo. Deus agora não é mais só “o Senhor, Deus de Israel”. É o Deus e Pai do nosso Se­nhor Jesus Cristo. O Deus que opera prodígios (SI 72.18) é reconhecido agora pelo maior prodígio já efetuado na história humana: a ressurreição de Jesus Cristo, revelando através dela, e pelas implicações que dela advêm, a Sua muita misericórdia para com o homem. Misericórdia (gr. eleos) acentua aqui que o próprio Deus é o grande protagonista desta história.   E, em se tratando do Deus revelado de forma mais plena na Sua graça em Cristo, só podíamos esperar abundância (cf. o poli grego; BJ e IBB: “grande misericórdia”). A operação da graça manifestada de forma sem par na ressurreição de Jesus resulta em algo concreto na vida dos eleitos: um novo nascimento. Este, por um lado, é resultado da efeti­vação dessa salvação (considerando-se como consequência dela). Por outro lado, é a própria concretização da salvação (como sua evidência presente). Ainda por outro lado, ele é tão somente o primeiro passo (em termos da experiência da pessoa) para se chegar a alcançar tal salvação que, em última análise, se encontra ainda no futuro (o que é indicado aqui pelo termo esperança): Assim, o novo nascimento é decorrência da ressurreição de Jesus Cristo é possível porque esta foi possível; é o mesmo poder que atua em ambos. Derivar o conceito neotestamentário do novo nascimento das antigas religiões de mistério, como tem sido postulado com m alguma frequência, não parece tão provável assim.   A semelhança de terminologia não representa automaticamente uma compreensão nos mesmos moldes. Além do mais, a ideia não é realmente tão frequente nas Continue lendo

O assassinato de Abel

O assassinato de Abel

Estudo em  Gênesis 4:1-15. Se, por trás da serpente, era perceptível o diabo no capítulo 3, a carne e o mundo entram em consideração no presente capítulo. O pecado é revelado com os seus ciclos de evolução como em Tg 1:15, e no v. 7 é personificado quase que à maneira paulina (c/. Rm 7:8). Muitos pormenores acentuam a gravidade do crime de Caim e, portanto, da queda. O contexto é culto, a vítima, um irmão. E enquanto que Eva fora persuadida a pecar, Caim não aceita ser dissuadido de seu pecado nem sequer por Deus; também não irá confessá-lo, nem aceitar o castigo.  1. A palavra conheceu (AV), neste sentido especial, mostra muito bem o nível plenamente pessoal da verdadeira união sexual, embora possa perder completamente este elevado conteúdo (cf. 19:5, AV). Caim tem algo do som de qãnâ, “ adquirir” . Tais comentários sobre nomes são geralmente jogos de palavras, e não etimologias, revestindo um nome padrão de um sentido particular. Assim, por ex., em 17:17,19 um nome existente, Isaque (“ ria-se [Deus]” ) foi escolhido para rememorar certo riso e a promessa que o provocou. A expressão com o auxílio do (RV, RSV, AA) é literalmente “ com” , apenas. E embora esta palavra hebraica permita outras interpretações, a de RV, RSV, AA é a mais simples. Cf. 1 Sm 14:45 (outra palavra para “ com” ). A exclamação de fé, expressa por Eva neste versículo como no v. 25, levanta a situação acima do puramente natural, para o seu verdadeiro nível (como a fé sempre faz: 1 Tm 4:45), quer esteja dando um toque no oráculo de 3:15 ou não. 2. O nome Abel é, quanto à forma, idêntico ao termo hebraico para vaidade ou simples sopro (por ex., Ec ‘1:2, etc.). Mas a conexão é provavelmente fortuita, desde que nada se faz com ela. Pode ser que o nome seja cognato do sumério ibil(a), do acádio ab/plu, “ filho” . Os especialistas tendem a ver nesta narrativa as rivalidades de dois modos de viver, o pastoril e o agrícola. Vê-se tal tema no Velho Testamento (ex., Jr 35:6), mas aqui o contraste de culturas desempenha papel inteiramente subordinado. Deus tem lugar para as duas modalidades (cf. Dt 8), e há os passos estruturadores de um rico modelo nestas aptidões complementares e no procurado entrelaçamento do trabalho e do culto. O esquema é feito em pedaços unicamente mediante o material humano, e é a exposição à verdade de Deus que o rompê; pondo a descoberto pela primeira vez a moral antipatia da religião carnal para com a espiritual. 3-5 A oferta é um minhâ, que nas atividades humanas era uma dádiva feita para homenagem ou para aliança e, como termo ritual, podia descrever ofertas de animais e, mais frequentemente, de cereais (por ex., 1 Sm 2:17, Lv 2:1). É argumento precário afirmar que a ausência de sangue desqualificou a oferta de Caim (cf. Dt. 26:1-11); tudo que é explícito aqui é que Abel ofereceu a fina Continue lendo

O endemoninhado geraseno

O endemoninhado geraseno

O exorcismo (8:26-33). Este milagre foi realizado num ambiente predominantemente gentio. Havia alguns judeus na área, mas a população era principalmente gentia. 26,27. A terra dos gerasenos nos apresenta um problema, pois Gerasa ficava a cerca de 64 km ao sudeste do lago. Mateus registra “a terra dos gadarenos”, mas Gadara fica a 9 km de distância, e separada pelo desfiladeiro profundo do Iarmuque. Todos os três Sinotistas têm as duas variações, e também uma terceira, “o país dos gergasenos.” Este último texto era favorecido por Orígenes, que achava que os outros dois lugares estavam demasiadamente distantes, e que os textos tinham surgido somente porque os escribas não sabiam da existência da pequena cidade de Gergosa, e, portanto, substituíram-no por nomes que conheciam (ver, por exemplo, Manson). Os estudiosos modernos indicam a vila de Khersa e pensam que talvez esta tenha retido o nome antigo. Pode ser certo, mas permanece a suspeita de que o texto é achado nos MSS somente porque Orígenes deu origem a ele. Se qualquer dos outros está correto, devemos entender que a respectiva cidade controlava uma faixa de terra até à beira do lago. Quando Jesus aportou neste território, veio ao seu encontro um endemoninhado. O infeliz não usava roupas, e vivia entre os sepulcros. 28, 29. O homem era violento. Já tinha sido preso com cadeias e grilhões (i.é, algemas para as mãos e os pés). Mas ele tudo despedaçava, o que demonstra sua grande força. Quando Jesus mandou o demônio sair dele, gritou e passou a uma resposta semelhante à do endemoninhado em 4:34, só que Jesus agora é saudado como Filho do Deus Altíssimo ao invés de “o Santo de Deus.” 30. Jesus perguntou ao homem qual era seu nome. A resposta é Legião, que parece ser um modo de dizer que um regimento inteiro de demônios entrara nele (numa legião romana, havia cerca de 6.000 soldados). Alguns pensam que há uma referência às legiões romanas, e que alguma experiência traumática com os soldados fosse à origem da triste situação do homem. 31-33. Os demônios reconheceram que teriam de deixar o homem, e pediram que não fossem enviados para o abismo. Este é um lugar para o confinamento dos espíritos, até mesmo de Satanás (Ap 20:1 ss.)27 Ao invés disto, pediram que lhes fosse permitido entrar numa grande manada de porcos que pastavam ali perto. Jesus lhes deu permissão e os demônios deixaram o homem e entraram nos porcos. Os animais se precipitaram por um despenhadeiro para dentro do lago, onde se afogaram. Há uma dificuldade em ver como demônios pudessem entrar nos porcos, e outro em por que os porcos agiram desta maneira. Mas já que sabemos pouca coisa acerca daquilo que os demônios podem fazer, provavelmente não devemos levantar tais questões. Alguns vêem uma dificuldade adicional em que Jesus curou o homem às expensas dos donos dos animais. A isto, a resposta básica deve ser que a cura do homem era mais importante do que uma manada de porcos. Alguém Continue lendo

Panorama Bíblico sobre a família

Panorama Bíblico sobre a família

Durante todo o período bíblico de Gênesis a Apocalipse, a família sempre foi muito valorizada, isto foi tanto influência da lei mosaica quanto dos ensinamentos de Jesus. O cenário mais natural para o judeu era a família constituída pelo pai, pela mãe e pelos filhos. O apóstolo Paulo ao descrever o relacionamento carinhoso que os crentes deveriam ter entre si usou a imagem da família em Gálatas 6:10. Mas estas famílias também tinham seus problemas assim como as atuais. Havia problemas de maus tratos, conflitos entre pai e filho em entre irmãos, também havia adultério, filhos não concordavam com a opinião dos pais, mas apesar destes problemas corriqueiros e relativos ao ser humano a família sempre foi a instituição mais importante da Bíblia. Nos tempos do Novo Testamento a estrutura familiar já havia sofrido muitas alterações, os pais tinham dificuldades em manter intactas suas tradições, a Palestina já havia sofrido diversas mudanças culturais por causa dos gregos e agora com os romanos, tinham recebido forte influência externa, pais e filhos não concordavam sobre cosméticos, práticas esportivas, vestimentas, práticas religiosas e outras coisas mais, tínhamos uma sociedade modernista. E o que mais contribuiu para este modernismo foram os novos meios de comunicação e de transporte, se tornou mais fácil viajar e a correspondência era remetida com mais facilidade e chegavam ao destinatário mais rapidamente. As tais estradas traziam viajantes de todas as partes, cada um com suas ideias e seus costumes, eram mercadores, operários, filósofos, etc. Quando Jesus apareceu, suas ideias sociais chocaram tantos liberais quanto os preconceituosos, pois ao passo que ele pregava uma volta aos valores tradicionais, buscava também uma atitude de mais compaixão e compreensão entre as pessoas. Sua receptividade para com as mulheres e para com as crianças deixava as pessoas admiradas e escandalizadas (João 4:27; Marcos 10:13), e alguns de seus ensinamentos sobre perdão e divórcio eram bastante diferentes do que as pessoas estavam costumadas O pai Na sociedade judaica o pai geralmente era compassivo e amoroso e não uma espécie de tirano diante do qual todos se curvavam, na família hebraica havia conflitos normais do dia a dia, mas raramente havia conflitos graves, pois autoridade do pai sempre prevalecia. Ele realmente exercia autoridade suprema em seu lar, poderia, por exemplo, divorciar-se de sua esposa sem sofrer com isto nenhuma consequência (Deuteronômio 24:1); o conceito judaico de pai achava-se fortemente associado à paternidade de Deus, por isto o pai era visto como alguém justo e misericordioso; Jesus quando se dirigia em oração a Deus o chamava de “Aba”, que em hebraico significa papai, uma expressão usada por crianças; Paulo de Tarso afirma que a nossa adoção como filhos nos dá o direito de poder chamar a Deus de papai (Romanos 8:15; Gálatas 4:6). A maioria dos judeus amava muito seu pai e a sua admiração por ele era profunda, assim também tinha leal obediência, a expressão mais usada para a morte era: ele descansou com seus pais (1º Reis 2:10), pois se reunir com os pais Continue lendo

O profeta Ageu

O profeta Ageu

INTRODUÇÃO No ano 520 a. C. Jerusalém estava em crise. Não era uma crise percebida por todos, como p. ex. uma ameaça de invasão leva o povo todo à ação, mas o estado perigoso de paralisia moral que aceita como normais condições que exigem mudanças drásticas. A não ser que um homem de visão e determinação pudesse intervir no tempo, não haveria esperança de recuperação. Os judeus que retornavam de Babilônia tinham esperado que todo o deserto se tomasse um jardim florido (Is 35:1). Em vez disto eles encontraram um deserto que invadia seus campos e pomares à medida que um ano de seca sucedia ao outro. A consequente carestia e pobreza -baixara o moral dos que de outra forma estariam ansiosos por reconstruir. Três séculos antes Amós tinha falado de condições climáticas adversas e colheitas frustradas (Am 4:6s), ensinando que tinham sido os sinais divinos de advertência, que Israel em sua autoconfiança não reconheceu. As circunstâncias eram outras, mas mesmo assim Ageu viu nas secas seguidas um repreensão divina. Diferente de Amós, ele estava confrontado com um povo que sabia das suas necessidades e estava preparado para admitir seu fracasso. Eles aceitaram o diagnóstico de Ageu como vindo de Deus, reorganizaram sua vida de acordo, e se puseram a trabalhar. I. O PROFETA Parece que Ageu não precisava ser nem apresentado nem identificado (1:1), porque também em Ed 5:1 e 6:14 ele é simplesmente “o profeta”, e a julgar pela repetição aramaica de Ed 5:1 — “os profetas, Ageu, o profeta.. — ele geralmente era chamado assim ( c / “Habacuque, o profeta”, Hc 1:1). A ausência de ascendência pode significar que seu pai já caira no esquecimento, que havia poucos profetas e que por isto “o profeta” era suficientemente específico, e que ele era bem conhecido na pequena comunidade judaica. Seu nome é, como muitos outros no Antigo Testamento, derivado da palavra hag, “festa”: Hagi (Gn 46:16, Nm 26:15), Hagite (II Sm 3:4), Hagias (I Cr 6:30). Provavel[1]mente ele nasceu num dia de festa, e por isto foi chamado de “minha festa” (em latim festus, em grego hilary). Também é possível que Ageu tenha sido um apelido. Não devemos nos surpreender se um livro tão curto revela pouca coisa sobre a vida do profeta. Era ele um jovem que voltou com seus pais em 538 a.C.? Se ele na ocasião ainda era criança, a ausência de seu nome na lista de Esdras 2 poderia ser explicada. Será que ele esteve mesmo em Babilônia? De acordo com a tradição judaica ele viveu a maior parte de sua vida em Babilônia.12 Em parte com base nesta tradição e em parte baseado em Ageu 2:3 surgiu a opinião de que ele era um homem muito idoso quando profetizou, alguém que tinha visto o templo antes de sua destruição, e foi incumbido da tarefa mais importante da sua vida pouco antes de morrer. A autoridade com que ele pregou e esta única preocupação com o templo tendem a confirmar isto. De acordo Continue lendo