Versículos bíblicos de tranquilidade

Versículos bíblicos de tranquilidade

É bom esperar tranquilo pela salvação do Senhor. (Lamentações: 3.26) Introdução: Tranquilidade é uma das coisas que o homem busca de forma incessante. Quem não quer viver de forma tranquila, em paz. É evidente que todos querem, entretanto muitos buscam isso nos lugares errados. Nas finanças, no poder, nos relacionamentos, enfim, nos mais diversos lugares. Mas a tranquilidade que o homem tanto espera, somente será encontrada em Deus. Porque Deus é o porto seguro que todos procuram. Versículos de tranquilidade no Antigo Testamento: O Senhor é bom para com aqueles cuja esperança está nele, para com aqueles que o buscam; (Lamentações: 3.25) O Senhor é o meu pastor, de nada terei falta. (Salmos: 23.1) Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranquilas. (Salmos: 23.2) Restaura-me o vigor. Guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome. (Salmos: 23.3) Meu filho, guarde consigo a sensatez e o equilíbrio, nunca os perca de vista. (Provérbios: 3.21) Trarão vida a você e serão um enfeite para o seu pescoço. (Provérbios: 3.22) Mais versículos de tranquilidade no Antigo Testamento: Então você seguirá o seu caminho em segurança, e não tropeçará. (Provérbios: 3.23) Quando se deitar, não terá medo, e o seu sono será tranquilo. (Provérbios: 3.24) O fruto da justiça será paz, o resultado da justiça será tranquilidade e confiança para sempre. (Isaías: 32.17) Melhor é um pedaço de pão seco com paz e tranquilidade do que uma casa onde há banquetes, e muitas brigas. (Provérbios: 17.1) Diz o Soberano Senhor, o Santo de Israel: No arrependimento e no descanso está a salvação de vocês, na quietude e na confiança está o seu vigor, mas vocês não quiseram. (Isaías: 30.15) Melhor é ter um punhado com tranquilidade do que dois punhados à custa de muito esforço e de correr atrás do vento. (Eclesiastes: 4.6) O sono do trabalhador é ameno, quer coma pouco quer coma muito, mas a fartura de um homem rico não lhe dá tranquilidade para dormir. (Eclesiastes: 5.12) Outros versículos de tranquilidade no Antigo Testamento: Pois a inconstância dos inexperientes os matará, e a falsa segurança dos tolos os destruirá. (Provérbios: 1.32) Mas quem me ouvir viverá em segurança e estará tranquilo, sem temer nenhum mal”. (Provérbios: 1.33) Sempre tenho o Senhor diante de mim. Com ele à minha direita, não serei abalado. (Salmos: 16.8) Por isso o meu coração se alegra e no íntimo exulto, mesmo o meu corpo repousará tranquilo. (Salmos: 16.9) Porque tu não me abandonarás no sepulcro, nem permitirás que o teu santo sofra decomposição. (Salmos: 16.10) Tu me farás conhecer a vereda da vida, a alegria plena da tua presença, eterno prazer à tua direita. (Salmos: 16.11) Se a ira de uma autoridade se levantar contra você, não abandone o seu posto, a tranquilidade evita grandes erros. (Eclesiastes: 10.4) Versículos de tranquilidade nas Cartas Gerais: A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e joias de ouro ou roupas finas. (1 Pedro: 3.3.) Pelo contrário, esteja Continue lendo

A interpretação bíblica – Idade Média

A interpretação bíblica – Idade Média

“A Idade Média foi um deserto vasto no tocante à interpretação bíblica.” “Não houve concepções novas e criativas acerca das Escrituras.” A tradição da igreja ocupava lugar de relevo, juntamente com a alegorização das Escrituras. Na Idade Média, era comum o emprego de encadeamentos — cadeias de interpretações formadas a partir dos comentários dos pais da igreja. A maior parte dos encadeamentos medievais estava baseada nos pais latinos Ambrósio, Hilário, Agostinho e Jerônimo. Normalmente, o início da Idade Média é associado a Gregório, o Grande (540-604), que foi o primeiro papa da Igreja Católica Romana. Ele fundamentava suas interpretações da Bíblia nos pais da igreja. Não é de surpreender que tenha defendido a alegorização nos seguintes termos: “Que são as palavras da verdade se não fizermos delas alimento para a alma? […] A alegoria equipa a alma que está longe de Deus, alçando-a até ele” (Exposição Sobre Cantares). Vejamos alguns exemplos de sua alegorização: no livro de Jó, os três amigos são os hereges, os sete filhos de Jó são os 12 apóstolos, as 7 000 ovelhas são pensamentos inocentes, os 3 000 camelos são as concepções vãs, as 500 juntas de bois são virtudes e os 500 jumentos são tendências lascivas. Beda, o Venerável (673-734), teólogo anglo-saxão, escreveu comentários que, em grande parte, eram compilações dos trabalhos de Ambrósio, Basílio e Agostinho; além disso, tinham forte caráter alegórico. Segundo o entender de Beda, na parábola do filho pródigo, o filho representava a filosofia mundana, o pai simbolizava Cristo e a casa do pai era a igreja. Alcuíno (735-804), de Iorque, na Inglaterra, também adotou o sistema alegórico. No comentário que elaborou sobre João, ele seguiu os passos de Beda e reuniu os comentários de Agostinho e Ambrósio, entre outros. Rabano Mauro foi aluno de Alcuíno e redigiu comentários sobre todos os livros da Bíblia. Valendo-se da alegorização, escreveu que as quatro rodas da visão de Ezequiel representavam a lei, os profetas, os evangelhos e os apóstolos. O significado histórico da Bíblia é leite, o alegórico é pão, o anagógico é alimento saboroso e o tropológico é vinho que alegra. Rashi (1040-1105) foi um literalista judeu da Idade Média que exerceu grande influência sobre as interpretações judaica e cristã, dada a ênfase que colocava na gramática e na sintaxe do hebraico. Ele elaborou comentários sobre o Antigo Testamento inteiro, à exceção de Jó e Crônicas. Afirmou que “o sentido literal precisa ser conservado, a despeito de como possa afetar o sentido tradicional”. A denominação “Rashi” foi tirada das primeiras letras de seu nome: Rabino Shilomo [Salomão] bar [filho de] Isaque. Três autores da Abadia de São Vítor, em Paris, adquiriram o mesmo interesse de Rashi pelo aspecto histórico e literal das Escrituras. Esses homens — Hugo (1097-1141), Ricardo (m. 1173) e André (m. 1175) — eram conhecidos como os vitorinos. Ricardo e André eram alunos de Hugo. A ênfase dos vitorinos no sentido literal das Escrituras foi uma luz brilhante na Idade Média, André discordava de Jerônimo, que afirmara que Continue lendo

Versículos bíblicos sobre santidade

Versículos bíblicos sobre santidade

Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos, sem santidade ninguém verá o Senhor. (Hebreus: 12.14) Introdução: A Palavra de Deus nos diz para que nos esforcemos para que nos torcemos santos. Pois, sem santidade, ninguém verá a Deus. Todos nós aceitamos Jesus como Senhor e Salvador num ato de fé. Porém, a partir desse momento, a nossa vida deve refletir essa decisão. Isto é, a nossa vida precisa mudar, não dá para aceitar Jesus e continuar vivendo da mesma forma. A busca da santidade deve ser um objetivo bem definido e muito claro na vida do crente. Sendo assim, relacionamos alguns versículos que tratam desse tema “santidade’, espero que vocês gostem: Versículos de santidade no Antigo Testamento: O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento. (Provérbios: 9.10) Mostrarei a santidade do meu santo nome, o qual foi profanado entre as nações, o nome que vocês profanaram no meio delas. Então as nações saberão que eu sou o Senhor, palavra do Soberano Senhor, quando eu me mostrar santo por meio de vocês diante dos olhos delas. (Ezequiel: 36.23) Laço é para o homem apropriar-se do que é santo, e só refletir depois de feitos os votos. (Provérbios: 20.25) Busquem o bem, não o mal, para que tenham vida. Então o SENHOR, o Deus dos Exércitos, estará com vocês, conforme vocês afirmam. (Amós: 5.14) Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. (Salmos: 103.1) Vocês serão santos para mim, porque eu, o Senhor, sou santo, e os separei dentre os povos para serem meus. (Levítico: 20.26) Mais versículos de santidade no Antigo Testamento: Pois assim diz o Alto e Sublime, que vive para sempre, e cujo nome é santo: “Habito num lugar alto e santo, mas habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao espírito do humilde e novo alento ao coração do contrito”. (Isaías: 57.15) Não há ninguém santo como o Senhor; não há outro além de ti; não há rocha alguma como o nosso Deus. (1 Samuel: 2.2) Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me, e conhece as minhas inquietações. (Salmos: 139.23) Outros versículos de santidade no Antigo Testamento: Vê se em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno. (Salmos: 139.24) Como pode o jovem manter pura a sua conduta? Vivendo de acordo com a tua palavra. (Salmos: 119.9) Pois eu sou o Senhor Deus de vocês, consagrem-se e sejam santos, porque eu sou santo. Não se tornem impuros com qualquer animal que se move rente ao chão. (Levítico: 11.44) Quem entre os deuses é semelhante a ti, Senhor? Quem é semelhante a ti? Majestoso em santidade, terrível em feitos gloriosos, autor de maravilhas? (Êxodo: 15.11) Versículos de santidade nos Evangelhos: Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês. (Mateus: 5.48) Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade. (João: 17.17) Versículos Continue lendo

Os gêneros dos Evangelhos e do livro de Atos

Os gêneros dos Evangelhos e do livro de Atos

Tudo o que dissemos, até agora, pressupõe que os quatro evangelistas pensaram estar escrevendo história e biografia relativamente diretas. Isto é, certamente o que os Evangelhos e o livro de Atos parecem estar apresentando, e é a maneira dominante como os leitores interpretaram estas obras ao longo da História da Igreja. Mas será correta essa pressuposição? Na literatura do mundo mediterrâneo antigo, quais são os paralelos mais próximos a estes documentos, e o que podemos aprender das tentativas de rotular a sua forma ou o seu gênero literário? Vários esforços foram feitos pela crítica bíblica moderna, para declarar estas obras como predominantemente fictícias, com base em supostos paralelismos com mito, lenda, romance e gêneros semelhantes. Durante grande parte do século XX, uma grande parcela dos críticos declarou que o seu gênero era sui generis (isto é, único, singular, ou, literalmente, o seu “próprio gênero”).  Mas um grande número de estudos especializados recentes reconhece que os mais próximos paralelos são encontrados entre as histórias e biografias relativamente confiáveis, de autores como o historiador judeu Josefo, e os historiadores gregos Heródoto e Tucídides. Particularmente instrutivos são os prefácios aos livros de Lucas e Atos (Lc 1.1-4; At 1.1,2), que não somente são paralelos aos prefácios das obras destes historiadores não cristãos, mas também descrevem a confiança de Lucas em fontes anteriores, entrevistas com testemunhas oculares e tradição oral confiável. Embora o esforço para provar que Lucas era médico, com base no uso de um vocabulário supostamente médico, tenha sido abandonado há quase um século, Loveday Alexander demonstrou que os mais próximos paralelos à linguagem de Lucas aparecem em “prosa técnica” greco-romana, o que ela define, em um escopo amplo, como literatura “científica”, incluindo tratados sobre tópicos como medicina, filosofia, matemática, engenharia e retórica. Estes paralelos novamente distanciam os autores bíblicos da literatura mais abertamente fictícia dos seus dias e inspiram confiança de que a preocupação com a exatidão era uma das principais características da composição dos Evangelhos e do livro de Atos. O Evangelho de João obviamente é mais diferente dos Sinóticos do que semelhante a eles, nos detalhes que apresenta sobre a vida de Jesus, incluindo o estilo linguístico das palavras de Jesus. Não é de surpreender que os acadêmicos tenham questionado se o Quarto Evangelho poderia ser identificado com o mesmo gênero, e prova ser tão exato como os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. A declaração de intenções do Quarto Evangelho aparece em João 20.31: “Estes [sinais], porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”. Esta declaração poderia sugerir que a vontade de João em promover a fé cristã teria sobrepujado o seu interesse pela exatidão histórica. Mas alguém poderia perguntar se a literatura abundantemente fictícia teria promovido tal fé, quando outros, no mundo de João, poderiam ter menosprezado a sua narrativa. Em outras passagens, fica claro que um dos principais interesses de João é a “verdade” (veja, especialmente, 19.35; 21.24). É difícil Continue lendo

Versículos bíblicos de unidade

Versículos bíblicos de unidade

Já em Judá a mão de Deus esteve sobre o povo dando-lhes unidade de pensamento para executarem o que o rei e os seus oficiais haviam ordenado, conforme a palavra do Senhor. (2 Crônicas: 30.12) Introdução: A Palavra de Deus prega à exaustão que deve haver unidade entre os irmãos. Porém, o que vemos na prática, é justamente o contrário. Pessoas entrando em atrito pelos mais diversos motivos. A grande maioria sem a menor expressão, mas, infelizmente, tudo é motivo para aborrecimentos, questionamentos, é um show de intolerância. E, para tristeza do Senhor, isso vem acontecendo, também, dentro da igreja. Versículos de unidade no Antigo Testamento: Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união! (Salmos: 133.1) É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. (Eclesiastes: 4.9) Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. (Jeremias: 32.38) Darei a eles um só pensamento e uma só conduta, para que me temam durante toda a sua vida, para o seu próprio bem e o de seus filhos e descendentes. (Jeremias: 32.39) Versículos de unidade em Atos dos Apóstolos: Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. (Atos: 2.44) Versículos de unidade nos Evangelhos: Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles. (João: 17.20) Para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. (João: 17.21) Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um. (João: 17.22) Versículos de unidade nas Cartas de Paulo: Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e esses membros não exercem todos a mesma função. (Romanos: 12.4) Assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros. (Romanos: 12.5) Por haver um único pão, nós, que somos muitos, somos um só corpo, pois todos participamos de um único pão. (1 Coríntios: 10.17) Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós, foi dado beber de um único Espírito. (1 Coríntios: 12.13) Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher, pois todos são um, em Cristo Jesus. (Gálatas: 3.28) Pois ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade. (Efésios: 2.14) Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor. (Efésios: 4.2) Completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. (Filipenses: 2.2.) Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. (Filipenses: 2.3) Nessa nova vida já não há diferença entre grego Continue lendo

De que maneira Gênesis 1 pode harmonizar-se com a evolução teística?

De que maneira Gênesis 1 pode harmonizar-se com a evolução teística?

Ao tratar dessa questão, devemos definir cuidadosamente nossos termos, visto que “evolução” é palavra usada com vários sentidos por diversos tipos de pessoas. Devemos fazer distinção entre evolução como filosofia e evolução como mecanismo descritivo do desenvolvimento das espécies de um estágio inferior, primitivo, para outros “mais elevados” ou mais complexos, no decurso da história geológica. Além disso, precisamos estabelecer o que se quer dizer por evolução teística. Daí estaremos em melhores condições para tratar da relação entre a evolução e o criacionismo de Gênesis 1. A evolução como filosofia A evolução como filosofia procura explicar que o universo físico — e de modo especial o biológico — tem um autodesenvolvimento a partir da matéria bruta, cuja origem é desconhecida, podendo-se, todavia, considerar que tenha existência eterna, que não tenha possuído um começo. A evolução filosófica elimina toda e qualquer direção ou intervenção da parte de um Deus pessoal e lança dúvidas quanto à realidade até de um Poder Superior. A questão toda é regida por leis físicas imutáveis e, por último, é o produto de mero acaso. Não há razão para a existência, tampouco para um propósito real na vida. O homem deve agir como se fora um fim em si próprio. Ele é seu próprio legislador por excelência e a ninguém deverá prestar conta senão à sociedade humana. A lei e a ética têm base utilitária — produz o melhor para o maior número de indivíduos. Nem todas essas posições foram propostas por Charles Darwin em sua obra clássica A origem das espécies. No entanto, ele não defenderia hoje uma posição de ateísmo persistente, própria da evolução filosófica, pois acreditava num Deus Criador como logicamente necessário para explicar a existência anterior da matéria bruta original, a partir da qual surgiram as formas primitivas de vida. Seria mais certo chamar Darwin teísta, em vez de ateísta, ainda que seu sistema tenha sido adotado por pessoas que negam a existência de Deus. No entanto, devemos salientar que o ateísmo persistente, o qual se autodefine como o método mais racional e lógico dentre todos os que se propõem a analisar a realidade, é na verdade um sistema derrotado por si só, incapaz que é de prover uma autodefesa lógica. Isso quer dizer que, se a matéria toda se associou de tal forma, por mero acaso, sem a direção de nenhum Poder Superior, nenhuma Inteligência Transcendental, segue-se necessariamente que  as moléculas do cérebro humano também são produto do mero acaso. Em outras palavras, pensamos da forma que imaginamos simplesmente porque os átomos e as moléculas de nosso cérebro se associaram por acaso, sem nenhuma orientação ou controle transcendental. Portanto, até mesmo as filosofias dos homens, seus sistemas de lógica e todas as abordagens da realidade que apresentam são coisas fortuitas. Não existe absolutamente validade alguma em qualquer argumento apresentado pelo ateu contra a posição do teísmo. Com base em pressuposições próprias, o ateu anula completamente a si próprio, visto que, pelas suas premissas, seus argumentos são destituídos de valor. Conforme o que Continue lendo

Versículos bíblicos de vigilância

Versículos bíblicos de vigilância

“Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mateus: 26.41) Introdução: A Palavra de Deus é muito clara, a respeito da vigilância que deve fazer parte do dia a dia do crente. Ninguém sabe o dia da Volta de Jesus, por isso, estar totalmente preparado para esse dia é fundamental. Ele virá de repente, de surpresa, de pronto, por isso não haverá tempo para ninguém se preparar. Todos já devem estar preparados para esse grande dia. Então, vigiar e permanecer firme na fé, são requisitos básicos e que devem ser observados. Versículos de vigilância no AntigoTestamento: Coloca, Senhor, uma guarda à minha boca, vigia a porta de meus lábios. (Salmos: 141.3) Não permitas que o meu coração se volte para o mal, nem que eu me envolva em práticas perversas com os malfeitores. Que eu nunca participe dos seus banquetes! (Salmos: 141.4) Versículos de vigilância em Apocalipse: Lembre-se, portanto, do que você recebeu e ouviu, obedeça e arrependa-se. Mas se você não estiver atento, virei como um ladrão e você não saberá a que hora virei contra você. (Apocalipse: 3.3.) “Eis que venho como ladrão! Feliz aquele que permanece vigilante e conserva consigo as suas vestes, para que não ande nu e não seja vista a sua vergonha”. (Apocalipse: 16.15) Versículos de vigilância nas Cartas Gerais: Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar. (1 Pedro: 5.8) Resistam-lhe, permanecendo firmes na fé, sabendo que os irmãos que vocês têm em todo o mundo estão passando pelos mesmos sofrimentos. (1 Pedro: 5.9) Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria e não um peso, pois isso não seria proveitoso para vocês. (Hebreus: 13.17) Portanto, estejam com a mente preparada, prontos para a ação, sejam sóbrios e coloquem toda a esperança na graça que lhes será dada quando Jesus Cristo for revelado. (1 Pedro: 1.13) Versículos de vigilância nas Cartas de Paulo: Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica, tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos. (Efésios: 6.18) Versículos de vigilância nos Evangelhos: Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente. (Lucas: 21.34) Porque ele virá sobre todos os que vivem na face de toda a terra. (Lucas: 21.35) Estejam sempre atentos e orem para que vocês possam escapar de tudo o que está para acontecer, e estar de pé diante do Filho do homem”. ((Lucas: 21.36) Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. (Mateus: 24.42) Mas entendam isto: se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse Continue lendo

Escavações que recontaram antigas histórias

Escavações que recontaram antigas histórias

Você já se perguntou alguma vez por quê a Bíblia devia ter todas as boas histórias? Se as grandes histórias da criação e do dilúvio foram histórias reais, como a Bíblia as apresenta, não deveriam outras culturas antigas terem sabido destas histórias também? Esta suposição foi confirmada quando um número de textos cuneiformes antigos foram descobertos contendo paralelos mesopotâmios dos relatos bíblicos. Tecnicamente falando, esses textos não foram descobertos por arqueólogos no campo, mas por eruditos estudando. Apesar da arqueologia inglesa na Mesopotâmia não ter sido a ciência exata que é hoje, ela desenterrou centenas de toneladas de esculturas monumentais e milhares e milhares de tabletes cuneiformes. A maioria veio através dos esforços de sir Austen Henry Layard, que escavou na antiga capital assíria de Nínive, na década de 1850. No palácio do rei assírio Assurbanipal, ele encontrou milhares de tabletes de argila que haviam sido parte dos arquivos reais. Eles haviam aparentemente esperado por Layard desde que foram abandonados quando o palácio foi destruído em 612 a.C. Ele embarcou estes tesouros de volta ao Museu Britânico, e lá eles foram cuidadosamente guardados nos recessos do porão do museu. Os eruditos começaram a identificar a tempo, catalogar e decifrar muitos destes tabletes. Estes eruditos podem nunca ter escavado em terra estrangeira, todavia os escritos que eles desenterraram do porão em sua própria terra provaram ser uma das maiores descobertas arqueológicas de todas! Três dos mais antigos textos: o Épico de Atrahasis, Enuma Elish e o Épico de Gilgamés, são especialmente significativos quando comparados à Bíblia. O Épico de Atrahasis – O Gênesis babilônico A descoberta do mais antigo texto mesopotâmio com paralelos com o Gênesis foi feita no século passado e chamado Épico de Atrahasis (Atrahasis é o principal personagem da narrativa). Apesar de ter sido primeiro publicado em 1876 por George Smith, do Museu Britânico, descobriu-se em 1956 que ele tinha erroneamente ordenado a destruição dos fragmentos do texto, e em 1965 que tinha somente um quinto do próprio texto! Foi então que o erudito inglês Alan Millard, assistente interino do Departamento de Antiguidades da Ásia Ocidental no Museu Britânico, pôde restaurar outros três quintos de texto dos fragmentos armazenados no porão do museu. Enquanto analisava um texto que tinha sido desenterrado mais de um século antes, ele notou que os escritos pareciam estranhamente como os do livro de Gênesis. Esta história épica estava preservada num tablete de mais de 1.200 linhas. O tablete em si provavelmente datava do século XVII a.C., mas a história que ele recontava remonta a séculos do período babilônico mais antigo. A história, apesar de apresentada de uma perspectiva teológica dos babilônios, contém muitos detalhes que são semelhantes aos relatos bíblicos da criação e do dilúvio. No conto babilônico, os deuses governavam os céus e a terra {cf. Gn 1.1). Eles fazem o homem do pó da terra misturado com sangue (cf. Gn 2.7; 3.19; Lv 17.11) para tomar dos deuses inferiores a responsabilidade de cuidar da terra (cf. Gn 2.15). Quando o homem se Continue lendo

Versículos bíblicos sobre cuidado

Versículos bíblicos sobre cuidado

Tenham cuidado para que ninguém retribua o mal com o mal, mas sejam sempre bondosos uns para com os outros e para com todos. (1 Tessalonicenses: 5.15) Introdução: Deus tem cuidado de nós todos os minutos de nossa vida. Muito embora achemos que estarmos bem e com saúde se trata de uma coisa normal. É claro que não é, pois vivemos em um mundo muito ruim, onde saímos de casa e não sabemos se conseguiremos retornar. Por isso, deveríamos agradecer a Deus durante todo o tempo, pois sem Ele nada seria possível. Deus cuida de nós, se preocupa conosco e nos livra de situações que nem percebemos. Ninguém tem a menor ideia dos livramentos que o Senhor já nos proporcionou. Versículos bíblicos sobre cuidado no Antigo Testamento: “Filho do homem, profetize contra os pastores de Israel, profetize e diga-lhes: ‘Assim diz o Soberano Senhor: Ai dos pastores de Israel que só cuidam de si mesmos! Acaso os pastores não deveriam cuidar do rebanho? (Ezequiel: 34.2) O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo. (Gênesis: 2.15) Quem cuida de uma figueira comerá de seu fruto, e quem trata bem o seu senhor receberá tratamento de honra. (Provérbios: 27.18) Quem examina cada questão com cuidado, prospera, e feliz é aquele que confia no Senhor. (Provérbios: 16.20) Agora, que o temor do Senhor esteja sobre vocês. Julguem com cuidado, pois com o Senhor, o nosso Deus, não há injustiça, nem parcialidade, nem suborno. (2 Crônicas: 19.7) Tenham o cuidado de fazer tudo o que lhes ordenei. Não invoquem o nome de outros deuses, não se ouçam tais nomes dos seus lábios. (Êxodo: 23.13) Mais versículos sobre cuidado no Antigo Testamento: Apenas cuidado! Muito cuidado, para que vocês nunca se esqueçam das coisas que os seus olhos viram, conservem-nas na memória por toda a sua vida. Contem-nas a seus filhos e a seus netos. (Deuteronômio: 4.9) Somente seja forte e muito corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda a lei que o meu servo Moisés lhe ordenou, não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem-sucedido por onde quer que andar. (Josué: 1.7) Será que uma mãe pode esquecer do seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa se esquecer, eu não me esquecerei de você! (Isaías: 49.15) O Senhor edifica Jerusalém; ele reúne os exilados de Israel. (Salmos: 147.2) Só ele cura os de coração quebrantado e cuida das suas feridas. (Salmos: 147.3) O Senhor cuida da vida dos íntegros, e a herança deles permanecerá para sempre. (Salmos: 37.18) Versículos sobre sobre cuidado nos Evangelhos: Então lhes disse: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância, a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens”. (Lucas: 12.15) Jesus respondeu: “Cuidado, que ninguém os engane. (Mateus: 24.4) Versículos sobre cuidado nas Cartas de Paulo: Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem, que não seja como Continue lendo

Interpretação Bíblica – Os pais da igreja dos séculos V e VI

Interpretação Bíblica – Os pais da igreja dos séculos V e VI

Sete nomes destacam-se entre os pais da igreja dos séculos V e VI, embora Jerônimo e Agostinho sejam os mais conhecidos. ” Jerônimo (c. 347-419) começou adotando a alegorização de Orígenes. Sua primeira obra exegética, Comentário sobre Obadias, foi alegórica. Posteriormente, porém, assumiu um estilo mais literal, depois de ter sido influenciado pela escola antioquina e pelos mestres judeus. O último comentário que escreveu foi sobre Jeremias e seguia a linha literal. Mas ele acreditava que um sentido mais profundo das Escrituras poderia ser desvendado a partir do sentido literal. Ou, quando este não era nada edificante, ele o descartava. Foi por isso que alegorizou a história de Judá e Tamar (Gn 38), Depois de muito viajar, fixou-se em Belém, em 386 d.C. Em clausura, escreveu comentários sobre a maioria dos livros da Bíblia e traduziu-a para o latim. Essa tradução — a Vulgata — foi sem sombra de dúvida sua maior obra. Tertuliano ajudou a abrir o caminho para a autoridade e para a tradição da igreja. Vicente, que faleceu antes de 450, adotou esse destaque e conferiu-lhe uma clareza ainda maior. Em seu Commoniíorium (434 d.C.), ele diz que as Escrituras conheceram sua exposição definitiva na igreja primitiva. “A linha de interpretação dos profetas e apóstolos precisa seguir a norma dos sentidos eclesiástico e católico.” A referida “norma” incluía as decisões dos conselhos eclesiásticos e as interpretações dos pais. Sua autoridade hermenêutica era: “O que sempre foi crido por todos, em toda a parte”. Assim sendo, os três testes para verificar o sentido de uma passagem baseavam-se na universalidade, na idade do texto e no bom senso. Agostinho (354-430) foi um teólogo proeminente que exerceu grande influência na igreja durante séculos, No início, era maniqueísta. O movimento maniqueísta, que começou no século III d.C., desmerecia o cristianismo ressaltando os antropomorfismos absurdos do Antigo Testamento. Essa perspectiva dificultava seu entendimento do Antigo Testamento. A tensão foi resolvida, no entanto, quando ele ouviu Ambrósio na catedral de Milão, na Itália. Ambrósio tinha o hábito de citar 2 Coríntios 3.6: “… a letra mata, mas o Espírito vivifica”. Foi assim que Agostinho adotou o estilo alegórico como forma de solucionar os problemas do Antigo Testamento. Em sua obra De Doctrina Christiana, escrita em 397, ele salienta que a forma de descobrir se uma passagem tem sentido alegórico (e a maneira de se resolverem problemas de exegese) é consultar “a regra da fé”, ou seja, o ensinamento da igreja e da própria Escritura. Contudo, nessa mesma obra Agostinho desenvolveu o princípio da “analogia da fé”, segundo o qual nenhuma interpretação é aceitável se for contrária ao sentido geral do restante das Escrituras. No terceiro volume de De Doctrina Christiana, ele apresenta sete regras de interpretação, mediante as quais procura criar um fundamento racional para a alegorização. São elas: 1. “O Senhor e seu corpo.” As referências a Cristo quase sempre também se aplicam a seu corpo, a igreja. 2. “A divisão em dois feita pelo Senhor ou a mistura que existe na Continue lendo

Versículos bíblicos sobre socorro

Versículos bíblicos sobre socorro

O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra. (Salmos: 121.2) Introdução: Muitas vezes nós achamos que não precisamos buscar socorro junto ao Senhor. Entendemos que somos fortes o suficiente para enfrentar os nossos inimigos de frente. Porém, na vida real, as coisas não funcionam assim. Não somos absolutamente nada, basta um diagnóstico para tudo desmoronar à nossa frente. Porém, temos a quem recorrer, o nosso Deus está sempre disposto a nos ajudar. Entretanto, precisamos reconhecer quem somos, e buscar a Sua ajuda. É necessário que nos coloquemos na nossa posição, e admitirmos que sem Deus não temos condições de enfrentar as mazelas dessa vida. Que Ele é o nosso refúgio e fortaleza. Versículos de socorro no Antigo Testamento: Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. (Salmos: 46.1) O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez o céu e a terra. (Salmos: 124.8) Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. (Salmos: 121.1) Quanto a mim, sou pobre e necessitado, mas o Senhor preocupa-se comigo. Tu és o meu socorro e o meu libertador, meu Deus, não te demores! (Salmos: 40.17) Esteja sobre nós o teu amor, Senhor, como está em ti a nossa esperança. (Salmos: 33.22) Dá-nos auxílio para sair da angústia, porque vão é o socorro da parte do homem. (Salmos: 108.12) Mais de socorro versículos no Antigo Testamento: Salva-nos, Senhor! Nós imploramos. Faze-nos prosperar, Senhor! Nós suplicamos. (Salmos: 118.25) O justo passa por muitas adversidades, mas o Senhor o livra de todas. (Salmos: 34.19) O Senhor está comigo, não temerei. O que me podem fazer os homens? (Salmos: 118.6) Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade. (Salmos: 46.1) Busquei o Senhor, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores. (Salmos: 34.4) O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez os céus e a terra. (Salmos: 124.8) Versículos de socorro nos Evangelhos: Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês. (Mateus: 11.28) Versículos do tema nas Cartas de Paulo: Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: Minha é a vingança e eu retribuirei”, diz o Senhor. (Romanos: 12.19) Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes. (Romanos: 8.38) Nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos: 8.39) Porque sei que disto me resultará salvação, pela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo. (Filipenses: 1.19)

A falácia principal em que se baseia a hipótese documentária

A falácia principal em que se baseia a hipótese documentária

A mais séria de todas as falsas pressuposições subjacentes à hipótese documentária e à abordagem da crítica da forma (a primeira presume que nenhuma parte da Torá teve forma escrita senão depois de meados do século IX a.C, e a segunda afirma que todo o texto hebraico do Pentateuco somente foi redigido depois do exílio) é que os israelitas esperaram durante muitos séculos, após a fundação de sua comunidade, até ver a Torá na forma escrita. Tal pressuposição desaparece diante de todas as descobertas arqueológicas dos últimos oitenta anos, segundo as quais todos os vizinhos de Israel conservaram registros escritos de sua história e religião desde antes dos tempos de Moisés. Talvez as grandes quantidades de inscrições em pedra, barro e papiro exumadas na Mesopotâmia e no Egito pudessem ser questionadas como prova do extenso uso da escrita na própria Palestina — até a descoberta, em 1887, dos tijolos de barro de Tell el-Amarna, no Egito, que datam de cerca de 1420 a 1380 a.C. (época de Moisés e Josué). Esse arquivo contém centenas de tabuinhas escritas em caracteres cuneiformes babilônicos (nessa época, era a língua da correspondência diplomática no Oriente Próximo). Eram comunicações à corte egípcia por parte de oficiais e de reis palestinos. Muitas dessas cartas contêm relatos de invasões e ataques dos Habiru e dos chamados SA.GAZ (a pronúncia desse logograma pode ter sido “habiru” também) contra as cidades-estados de Canaã. O próprio Wellhausen chegou à conclusão de que teria de desprezar completamente essa evidência, após a divulgação da descoberta desses tijolos de Amarna, em 1890, mais ou menos. Ele se recusou a considerar as implicações dos fatos descobertos e agora estabelecidos de que Canaã, até mesmo antes de a conquista israelita completar-se, possuía uma civilização de elevado nível de instrução literária (ainda que escrevessem na língua babilônica, em vez de em seu próprio idioma). Os proponentes posteriores da hipótese documentária revelaram-se igualmente incapazes de uma abertura no que concerne às implicações dessas descobertas. O golpe mais cruel sobreveio, porém, quando se decifraram as inscrições alfabéticas de Serabit el-Khadim, na região das minas de turquesa do Sinai, exploradas pelos egípcios durante o II milênio a.C. Tais inscrições consistiam num novo jogo de símbolos alfabéticos, parecidos com os hieróglifos egípcios, mas escritos num dialeto cananeu muito parecido com o hebraico. Eles continham registros de quotas de mineração e dedicatórias à deusa fenícia Baalat (ao que tudo indica, equivalente da divindade egípcia Hátor). O estilo irregular da execução exclui toda possibilidade de atribuir esses escritos a um grupo seleto de escribas profissionais. Existe apenas uma conclusão possível a ser tirada dessas inscrições (publicadas em The proto-Sinaitic inscriptions and their decipherment [As inscrições proto-sinaíticas e sua decifração] (Cambridge, Harvard Univ., 1966). Já nos séculos XVII e XVI a.C, até mesmo as pessoas das camadas sociais mais baixas da população cananéia, os escravos das minas que trabalhavam sob feitores egípcios, sabiam ler e escrever em sua própria língua. Uma terceira descoberta importante foi a biblioteca de tabuinhas de barro na região Continue lendo